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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Crime premeditado

Ok, você não quer mais ver a minha cara, nem tampouco apalpar a minha bunda flácida. À você não interessa conhecer minhas peculiriadades em suas variadas cores e matizes, provar meu patê de ricota com cereja e menos ainda a minha sopa de beterraba. Tá bom, não terei eternidades ao seu lado, nem mesmo sexo mecânico com hora marcada pra gozar e depois vestir a calcinha-que-estava-no-chão-sujo-com-o fundilho-virado-pra-baixo e ir embora.
Então, em vista da impossibilidade de ter o que quero ou de ter as horinhas medíocres que você me ofereceu até hoje, resolvi te matar.
Vou te sufocar com o meu travesseiro e ainda que você tente afastá-lo com toda a sua força arduamente adquirida com horas de treino exaustivo e prática de dietas, vou resistir até conseguir te deixar sem ar, mas vou fazer aos poucos, vai ser lento, assim como você fez comigo quando me mantinha em banho-maria.
Vou jogar em você todos os meus vidros de perfume francês, meus copos e pratos, o tampo da mesa de jantar, a vidraça da sala, do quarto e da área de serviço, fazer você sangrar e sentir dor, uma dor muito maior do que a que causa em mim essa sua indiferença e esses seus silêncios. Vou deixar você sangrar, sangrar, sangrar, até morrer, morrer dentro de mim...

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Saudades de você...

Andaram com saudades de mim? (muitos risos).
Estou um pouco atarefada esses dias, mas aí vai um desabafo...
Ando com saudades de ti
Saudades da tua escrita
Saudades de você me relembrando momentos divertidos e libidinosos "all together"...
Saudades desses momentos naquela pracinha...
Vontade de ter um vira-tempo (como no livro do Harry Potter e o Prisioneiro de Azkhaban) ou qualquer coisa que possa me fazer reviver aquele momento contigo...
Querendo ou não,
É por ti que a minha pele se arrepia...
É por ti que minha boca tem sede...
É por ti que arde meu desejo...
Não, não me envergonho de admitir isso...
Não me envergonho de ter um quê de poeta ou de romântica, daquelas bem água com açúcar...
Não me envergonho de revelar que sonho contigo, que espero que pelo menos eu possa ver-te enquanto durmo...
Não me envergonho em assumir que te espero todas as noites e que te desejo...
Enfim, não me envergonho do que sinto por ti...
Mas, porém, contudo, todavia...
Nem sempre temos o que nossos corações mais anseia...
C'est la vie mon chère... C'est la vie...
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Malandragem

Quem sabe eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus da escola, sozinha...
Cansada com minhas meias três quartos
Rezando baixo pelos cantos por ser uma menina má...
Quem sabe o príncipe virou um chato
Que vive dando no meu saco
Quem sabe a vida é não sonhar...
Eu só peço a Deus um pouco de malandragem
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou poeta e não aprendi a amar
Bobeira é não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Prá cantar...
Eu só peço a Deus um pouco de malandragem
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou poeta e não aprendi a amar
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Prá cantar...
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...
Quem sabe eu ainda sou uma garotinha!
Cássia Eller
Composição: Cazuza / Frejat

terça-feira, 1 de julho de 2008

É grave!

Nem tenho me lembrado tanto de ti, mas só de dizer que esqueci, já me lembrei.
Sei que não tem cura, doutor, essa doença é crônica, aparece de tempos em tempos, em surtos, causando sintomas que acabam por se remitirem espontaneamente.
Já me acostumei com este grande mal que me acomete, já sei lidar com ele, sei que não devo me assustar, que embora muitas vezes venha como uma avalanche, os sintomas irão embora e tudo voltará às condições normais de temperatura e pressão.
Já não tenho mais qualquer esperança de descoberta de cura, até porque, doutor, a cada vez que te vejo pessoalmente, em fotos, videos ou que te ouço parece que os sintomas se intensificam. Sabe-se lá como foi que adquiri este mal, mas creio não ser a única paciente com este tipo de enfermidade.
Aconselho os leitores que apresentarem os sintomas descritos a seguir a ficarem atentos, pois essa enfermidade como já mencionei anteriormente é crônica e precisa ser seriamente controlada para não levar à loucura. Alguns dos sintomas são: sonhos de caráter erótico com uma mesma pessoa, vontade súbita e incontrolável de ver uma mesma pessoa, entrar em transe apenas de pensar no ser em questão, cometer as maiores loucuras possíveis para estar com o agente causador da enfermidade. Veja como é grave, ao invés do portador fugir do agente causador ele quer cada vez mais estar perto dele.
É, doutor, é grave mesmo, mas sei conviver com isso...
"mas não é no cérebro que acho que tenho o câncer, doutor, é na alma, e isso não aparece em check-up algum"
Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Julia, Sabrina, Bianca

Estávamos nus sobre a cama, mas você não queria sexo, queria carinho apenas. Tudo bem, você sabe que o que sinto por você vai muito além do carnal e que o carinho entre nós é um dos meus desejos mais profundos. Entre beijos e carícias começamos a conversar:
Mc Dreamy: - Ah! Já te disse que eu não vou mais namorar!
Lilica: - Mas você namorou nesse tempo que ficamos sem nos falar!
Mc Dreamy: - Namorei nada!
Lilica: - Namorou sim que seu sei. Namorou e não deu certo como sempre...
Mc Dreamy faz cara de coitadinho...
Lilica: - É... você sempre faz as escolhas erradas... Você namora todo mundo, não sei porque não quis tentar comigo...
Olho pro teto vejo uma parede branca. Ao redor, meu guarda-roupas, percebo que estou sozinha na cama... Foi só mais um dos sonhos que tenho com ele... Desejei morrer naquela hora!

PS: Admito, este post ficou Julia, Sabrina, Bianca. Pois é, é a falta de criatividade. Neurônios congelados com essa friaca!

sábado, 31 de maio de 2008

Quase um segundo

Eu queria ver no escuro do mundo
Onde está tudo o que você quer
Pra me transformar no que te agrada
No que me faça ver
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?


Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?


Às vezes te odeio por quase um segundo
Depois te amo mais
Teus pêlos, teu gosto, teu rosto, tudo
Que não me deixa em paz
Quais são as cores e as coisas
Pra te prender?
Eu tive um sonho ruim e acordei chorando
Por isso eu te liguei
Será que você ainda pensa em mim?
Será que você ainda pensa?



Os Paralamas Do Sucesso
Composição: Herbert Vianna

sexta-feira, 30 de maio de 2008

DOCES MORANGOS DOCES


E por falar em desejos… Mais um devaneio…


Num belo dia ensolarado, estamos nós dois em um parque… Será o parque do Ibirapuera ou alguma pracinha?

Depois de alguns passos lentos e uma boa conversa durante o trajeto, achamos um cantinho…

Eu me ajoelho na grama, estendendo as cangas… Tiro alguns itens da cesta, enquanto você me observa com um sorriso e mordendo os lábios…

Então, você se aproxima de mim e me agarra… Eu quase derrubo a garrafa de Lambrusco e as taças… Eu resmungo por conta da sua surpresa, mas logo em seguida eu sorrio, e então você percebe que adorei você me abraçando, me colocando perto do teu corpo…

Enquanto nos beijamos, sua mão percorre o meu corpo, minhas mãos acariciando tua pele sob tua camiseta… eu fecho os olhos pra sentir teu calor e o teu cheiro com mais intensidade…

Então, você se senta e me pede pra ficar entre suas pernas… Sim, é o que eu faço…

Depois de servir o vinho nas taças, retiro um pote com morangos e outro com chantili.

Eu me viro um pouco e mergulho um morango no Lambrusco… Ofereço a você. Escorre uma gota em seu queixo, onde tocam os meus lábios… Sorrimos… Mordo levemente teus lábios…

Em seguida, você mergulha outro morango no chantili e me oferece, sujando a ponta do meu nariz… Você ri e limpa com o dedo indicador… Eu seguro sua mão e absorvo o creme que está no seu dedo… Você me pede pra fechar os olhos e sinto o morango tocar meus lábios… Eu o mordo e na mesma hora você beija a minha boca, mordendo meus lábios…

Você se deita e um pedaço do seu abdômen fica à amostra… Fico meio deitada ao seu lado e mergulho novamente um outro morango no vinho… Digo pra você fechar os olhos e então, ao invés de tocar seus lábios, deixo escorrer uma gota na tua barriga… Você sente meus lábios tocando tua barriga, enquanto segura minha mão em que está o morango…

Sinto já o teu desejo pulsando… Tuas mãos percorrendo o meu corpo, me apertando contra o teu…

Então, você se mexe e me vira, ficando sobre mim… Beija os meus lábios, como se fossem deliciosos morangos…

Doces morangos, apreciados com total volúpia…

Morangos cuja forma lembra o coração e cuja cor, vermelho, evoca o desejo…

É o momento em que o tempo pára, e naquele instante existem apenas duas pessoas, sob a copa de uma grande árvore, perdidas nos olhos e no desejo um do outro…

É o momento em que você fecha os olhos e eu percebo teu desejo… É o instante em que você me toca e sente meu corpo estremecer…
Momento de entrega mútua e total… Momento em que dois corpos se fundem em um só…

E no auge disso tudo, o maldito despertador toca… Era apenas um sonho do qual eu não queria ter acordado…

Onde estará você? Será que você ainda pensa em mim?