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domingo, 2 de agosto de 2009

Fogo...

Hoje vou postar um conto erótico que andei escrevendo há algum tempo... A fila, digamos assim, andou um pouquinho... Foi bem efêmero, claro, não por vontade minha, mas c'est la vie... A fila anda, pára, volta um pouco e por aí vai... Bom, confesso que o texto está editado...

Imagine nós dois na praia, em Ubatuba... É baixa temporada e nessa época a praia costuma ficar praticamente deserta durante a semana…

O dia começa ensolarado… Parece prometer um dia bem quente… 

Estou em pé, no quarto, olhando pelas frestas da janela, sem deixar a luz entrar… Viro-me e observo-te ainda adormecido… 
Caminho de volta até a cama e lentamente engatinho pela cama… Fico ao seu lado, encostando meus lábios em seu mamilo esquerdo… Beijo-o… Encosto bem de leve a ponta da minha língua… 
Você nem se mexe…
Então, vou subindo, lambendo-te… Até chegar na tua boca e encostar meus lábios nos teus… Aos poucos você vai despertando e correspondendo aos meus beijos, roçando os dentes, provocando-me…
Eu sorrio p’ra você… Mordisco os seus lábios… Roço os meus mamilos em seu peito… Você me puxa para perto de você… Eu resisto… 

Olho para ti e, como uma criança pidonha e manhosa, eu lhe digo:
- Acorda, meu bem… Quero ir à praia…

Sorrio p’ra você novamente, um sorriso maroto… Você sorri de volta e cede ao meu capricho…
Após um tempo, depois de várias espreguiçadas e um bom café da manhã, finalmente chegamos à praia Quase não tem ninguém. O sol ainda brilha no céu…

Você pega o protetor solar e diz que eu preciso passar para me proteger… Eu faço aquela expressão de “tenho mesmo que passar?”… Você balança a cabeça afirmativamente e diz que vai passar em mim de qualquer jeito, independente dos meus protestos… E então, eu cedo… 

Hummm… Como é gostoso sentir tuas mãos, passeando pela minha pele, me massageando… Fecho os olhos pra intensificar essas sensações… Devo admitir, adorei você me “obrigando” a me proteger do sol com o sundown
Em seguida, é a minha vez de retribuir e tento fazer da forma mais prazerosa e demorada possível… Faço questão de passar em seu peito, abdômen… Chego perto do teu sexo, passando um dedo por dentro do elástico da tua sunga… Provoco-te, atiço ainda mais os seus desejos…
O calor aumentando… Você fecha os olhos, coloca a cabeça para trás, tua respiração ficando cada vez mais ofegante…

Pego em sua mão, beijo-a… Você abre os olhos, encontra os meus… Nos beijamos… 
Ainda de mãos dadas, eu te puxo para a água… Nos abraçamos, encostados às pedras…
Sinto os teus beijos cada vez mais ardentes, revelando os teus desejos, a tua excitação… Tuas mãos passeando pelo meu corpo, apertando o meu bumbum… Você me puxa para mais perto de você, e sinto o teu sexo já enrijecido, roçando entre as minhas pernas…
Fecho os meus olhos, deslizando uma das minhas mãos pelo teu corpo, invadindo sua sunga… Você geme baixinho, tua boca encostada no meu ouvido… Tua mão invade o meu biquíni, revelando meus mamilos já endurecidos de excitação…

Sem perceber, vamos para um lugar, atrás das pedras, tentando nos esconder de olhares curiosos… Você se abaixa para alcançar meus seios… Chupa os meus mamilos, mordisca-os de leve, puxando-os devagar com a boca, com os dentes… E depois de deixá-los bem molhados, brinca com eles entre os seus dedos, apertando-os, dando leves puxadinhas com suas mãos…

Enquanto isso, revelo o teu sexo, tirando-o da sunga, acariciando-o, principalmente no ápice. Tua mão começa a se adentrar na parte de baixo do meu biquíni, encontrando meu clitóris… Você esfrega os teus dedos, brincando nessa parte tão sensível, deixando-me cada vez mais excitada, com as pernas trêmulas.

E logo depois, eu me abaixo na água, fico de joelhos na sua frente, lambendo o teu sexo, pressionando a minha língua nas veias… Você tenta ainda acariciar meus mamilos… 
Faço-te um delicioso sexo oral, sem pressa... Perco a noção de tempo e de espaço, e não sei por quanto tempo fico a tocar-te dessa maniera… Involuntariamente, você começa um vai-e-vem com os quadris... Gemendo…

Provoco-te cada vez mais…
Você se curva para beijar a minha boca, e eu continuo ajoelhada na sua frente, lambendo todo o teu sexo... E num movimento e outro, você se masturba também…

Cada vez mais vou para baixo de você… Lambo teu períneo… Hummm… Queria ficar horas lambendo esse local… Sinto suas pernas tremerem quando minha língua te toca no "caminho"... Finjo que vou avançar um pouco mais, e paro.  
Vou subindo lentamente pelo teu sexo, tua virilha… Beijo sua barriga… Retorno para o tua glande, chupando cada vez mais forte… Até você não resistir mais e gozar na minha boca… Continuo chupando-te, teu pau ainda duro na minha boca…
Acaricio-o… Vou me levantando, lambendo todo o teu corpo… Teus mamilos… Mordiscando-os…

Entramos no mar, até a água cobrir os nossos corpos… Vamos nos recompondo… As pessoas chegando na praia…
Eu rio e digo: “Por pouco não fizemos um showzinho de graça…”
Você ri... Ficamos abraçados… Nossos corpos cobertos pela água… Suas mãos começam a passear pelo meu corpo… Teu sexo roçando no meu bumbum… Você mordisca minha orelha, sussurrando: “Preciso retribuir…”

Eu sorrio e me encosto mais em você… Sinto a sua mão por dentro do meu biquíni, na parte de baixo, acariciando o meu clitóris… Claro que fico excitada, molhada de tesão… Fecho os olhos para te sentir melhor… 

De repente meu “sensor de olhares curiosos” se liga (risos)… Então, vejo que há muitas pessoas ao nosso redor, me viro, e beijo a tua boca… Chego perto do seu ouvido e sussurro: “Oportunidades não faltarão, de retribuir o momento que lhe dei há pouco, mas não nessa platéia toda..." (Risos).

Rimos e ficamos na água… Sair dela seria muito revelador… Ainda posso sentir o teu sexo rígido, roçando em mim… Ainda sinto seus dedos brincando nos meus mamilos… A calcinha do meu biquíni cada vez mais molhada… Nesse “calor” todo, é impossível nos desgrudarmos ainda…
Tento, a todo custo me desvencilhar dos teus braços, apesar de todo o aconchego e… Brinco com você, jogando água, provocando um pega-pega… Vou para o fundo, te desafiando a me seguir…
Ahhh… Como é bom voltar a ser criança… Ter os desejos de uma mulher, mas poder ser menina também… Risos…
Só assim para disfarçar um pouco do quanto quero-te dentro de mim…

No meio da tarde, você inventa que não está muito bem e voltamos para o hotel, que permanece praticamente vazio, pois os hóspedes estão fazendo seus passeios...

Voltamos para o quarto e você entra no chuveiro... Eu fico do lado de fora esperando, algo me distrai de você... Então você me chama, me pede para lhe levar algum item de banho que esquecera... 

Só depois descubro que tudo não passava de manha, era apenas uma isca... 

Você me puxa para dentro do box... Me pega pela cintura e começa a me beijar… Morde meus lábios… Passa as mãos pelas minhas costas… Aperta o meu bumbum… Acaricia entre as nádegas… Você logo sente minha excitação…
Minha respiração vai ficando cada vez mais ofegante… Começo a gemer baixinho…

Você me deixa nua, e se ajoelha... Posiciona-se bem abaixo de mim e começa a lamber o meu sexo... Vez ou outra, enfiando um dedo… Coloco uma perna sobre o teu ombro, e uma das minhas mãos vai desarrumando os teus cabelos...

Minhas pernas tremem... Você se levanta, me abraça…Nos lavamos... O calor e o desejo não cedem...

Ainda meio molhados e enrolados na toalha, continuamos a brincadeira no quarto... 

Você me coloca de costas pra você e… Hummm… Me penetra devagar… Que delícia sentir teu sexo penetrando devagar... Tua respiração no meu pescoço… Teus gemidos no meu ouvido… Meu sexo deixando o teu molhado... Meu desejo e tesão escorrendo para o teu sexo… 

Até explodir o meu tesão, num orgasmo que há muito não sentia… Você sente as paredes da minha vagina se contraindo cada vez mais, tentando te expulsar, mas eu te peço para não parar e continuar a me penetrar… Hummm… Logo depois você também goza, enchendo-me com sua porra… Escorrendo pelas minhas pernas… Hummm…

Delícia!!! Entrega total…

Você continua dentro de mim, o pau ainda duro… E eu não me oponho… Amo esse depois… Entre beijos e mordidas eu falo baixinho no teu ouvido: “Meu bem, acho que você reparou que estou com um baita fogo por você desde cedo, não? Eu fazendo doce p’ra você, te atiçando, e depois jogando um certo balde de água fria, mas a bem da verdade é que eu estava morrendo de desejos por você… Desde a hora em que acordei e te vi dormindo, você todo nu…”

Você sorri pra mim e… Ah… Recomeçamos… Você amarrado na cama... Provocação total...

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Da série: Cartas

Às vezes penso que pode me ver, saber o que ando fazendo, perceber se estou bem ou mal e o quanto mudei desses quase 2 anos pra cá.
Sabe, a Hello Kitty de pelúcia que você me deu num dos 5 dias dos namorados que passamos juntos ainda existe e está dentro do mesmo pacote, juntamente com nosso par de alianças de noivado em sua respectiva caixinha verde com o endereço da joalheria estampada por dentro, com seu óculos escuros Mormaii, também em sua respectiva caixinha preta, com seu par de luvas, com um guia de ruas de Buenos Aires, com cartões trocados em datas comemorativas e fotos, fotos, fotos... Este pacote de lembranças está bem amarrado no fundo do armário, bem escondido, escondido de mim, pois mesmo após esses quase 2 anos de separação, ainda dói em mim ver essas coisas.
Paradoxal eu esconder tudo isso, já que bem à mostra na minha gaveta têm 2 pijamas seus, que eu pedi pra sua mãe quando ela estava se desfazendo das suas coisas. Um é aquele azul claro de velho aposentado e pigarrento com blusa de decote em V com bolsinho. Tsc tsc tsc pra que pijama tem bolso? Deve ser pra guardar um lenço Presidente encardido ganhado da vizinha velha em dia de Natal.
Todas as vezes que olho esse pijama vejo você dentro dele todo descabelado, corado e com a cara amassada abrindo a porta do apartamento 33 B do Edifício Roberto em plenas 14 horas de um sábado nublado dizendo: "Uaaaaaaaaaaaaaaaaah, tava dormindo!"
Tem também aquele outro, aquele que você me emprestava pra eu não aparecer peladona na frente dos seus pais quando eu ia dormir aí sem avisar. Sabe aquele com uma bermuda azul marinho e uma regata branca com um 33 bem grandão estampado na frente? Pois é, é esse! Até hoje não descobri que raio de 33 é aquele e acho que você também não... é o número do seu apartamento estampado no pijama, só isso que sei até hoje.
Eu durmo com seus pijamas vezenquando pra fazer de conta que estou dormindo com você, pra lembrar dos quase 5 anos que passamos juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, pra acreditar que você está em algum lugar ainda que muito distante e que pode me ver e vibrar com as minhas conquistas, e principalmente pra não acreditar de jeito nenhum que você acabou juntamente com as cinzas do seu corpo cremado no Cementerio de la Chacarita enterradas num domingo de Páscoa no Parque das Bicicletas.

Post dedicado a meu noivo, que faleceu em decorrência de um trágico acidente no ano de 2006.
E sim, é verídico, também!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

"Ah: fumarás de mais, beberás em excesso, aborrecerás todos os amigos com tuas histórias desesperadas, noites e noites a fio permancerás insone, a fantasia desenfreada e o sexo em brasa, dormirás dias adentro, faltarás ao trabalho escreverás cartas que não serão nunca enviadas, consultarás búzios, números, cartas e astros, pensarás em fugas e suicídios em cada minuto de cada novo dia, chorarás desamparado atravessando madrugadas em tua cama vazia, não conseguirás sorrir nem caminhar alheio pelas ruas sem descobrires em algum jeito alheio jeito exato dele, em algum cheiro o cheiro preciso dele. "
Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Da série: Reflexões

Às vezes eu ainda penso no porque você me disse coisas tão lindas irresponsavelmente. Você conseguiu tocar minha alma na sua camada mais profunda, numa parte quase inatingível. O fato é que você jogou palavras ao vento e o vento trouxe aqui no fundo, no fundo, no fundo, no fundo, no fundo...
Consegui te manter em coma profundo por alguns dias e agora vem você querendo ressuscitar... tsc tsc tsc não pode, não posso permitir que você continue doendo em mim, não posso mais sentir desejo de tocar no apartamento 54 todas as vezes que passo em frente ao seu prédio no caminho de volta do meu curso. Não posso, não quero.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Crime premeditado

Ok, você não quer mais ver a minha cara, nem tampouco apalpar a minha bunda flácida. À você não interessa conhecer minhas peculiriadades em suas variadas cores e matizes, provar meu patê de ricota com cereja e menos ainda a minha sopa de beterraba. Tá bom, não terei eternidades ao seu lado, nem mesmo sexo mecânico com hora marcada pra gozar e depois vestir a calcinha-que-estava-no-chão-sujo-com-o fundilho-virado-pra-baixo e ir embora.
Então, em vista da impossibilidade de ter o que quero ou de ter as horinhas medíocres que você me ofereceu até hoje, resolvi te matar.
Vou te sufocar com o meu travesseiro e ainda que você tente afastá-lo com toda a sua força arduamente adquirida com horas de treino exaustivo e prática de dietas, vou resistir até conseguir te deixar sem ar, mas vou fazer aos poucos, vai ser lento, assim como você fez comigo quando me mantinha em banho-maria.
Vou jogar em você todos os meus vidros de perfume francês, meus copos e pratos, o tampo da mesa de jantar, a vidraça da sala, do quarto e da área de serviço, fazer você sangrar e sentir dor, uma dor muito maior do que a que causa em mim essa sua indiferença e esses seus silêncios. Vou deixar você sangrar, sangrar, sangrar, até morrer, morrer dentro de mim...

terça-feira, 29 de julho de 2008

Insanidade

O que eu sinto por você nasce lá no fundo, mas bem no fundo da alma e passa pelo coração, mas infelizmente brota nos olhos em forma de lágrimas.
Cortar o mal pela raíz seria podar grande parte da minha própria alma, uma parte de mim, do meu ser e como já bem disse Caio, seria desperdiçar a minha capacidade de amar...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

"Pick me, choose me, love me"



É uma das frases mais humilhantes e ao mesmo tempo mais lindas que eu já ouvi num seriado. É tudo o que eu queria dizer e não disse. Acho que ainda está em tempo, mas tenho medo. Fiquei covarde depois de tudo. Talvez agora não aceite mais um não como resposta, talvez não, é fato, não aceito mais um não.
Eu te diria: "So pick me, choose me, love me" cause I love you from the bottom of my heart. Dont`t be afraid of me, don`t be afraid of my love...

PS: Sem sombra de dúvidas, este é o post mais imbecil, mais cafona, mais humilhante da Era de Aquário!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Saudades de você...

Andaram com saudades de mim? (muitos risos).
Estou um pouco atarefada esses dias, mas aí vai um desabafo...
Ando com saudades de ti
Saudades da tua escrita
Saudades de você me relembrando momentos divertidos e libidinosos "all together"...
Saudades desses momentos naquela pracinha...
Vontade de ter um vira-tempo (como no livro do Harry Potter e o Prisioneiro de Azkhaban) ou qualquer coisa que possa me fazer reviver aquele momento contigo...
Querendo ou não,
É por ti que a minha pele se arrepia...
É por ti que minha boca tem sede...
É por ti que arde meu desejo...
Não, não me envergonho de admitir isso...
Não me envergonho de ter um quê de poeta ou de romântica, daquelas bem água com açúcar...
Não me envergonho de revelar que sonho contigo, que espero que pelo menos eu possa ver-te enquanto durmo...
Não me envergonho em assumir que te espero todas as noites e que te desejo...
Enfim, não me envergonho do que sinto por ti...
Mas, porém, contudo, todavia...
Nem sempre temos o que nossos corações mais anseia...
C'est la vie mon chère... C'est la vie...
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Malandragem

Quem sabe eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus da escola, sozinha...
Cansada com minhas meias três quartos
Rezando baixo pelos cantos por ser uma menina má...
Quem sabe o príncipe virou um chato
Que vive dando no meu saco
Quem sabe a vida é não sonhar...
Eu só peço a Deus um pouco de malandragem
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou poeta e não aprendi a amar
Bobeira é não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Prá cantar...
Eu só peço a Deus um pouco de malandragem
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou poeta e não aprendi a amar
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Prá cantar...
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...
Quem sabe eu ainda sou uma garotinha!
Cássia Eller
Composição: Cazuza / Frejat

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Plantão extraordinário

Ah! Poxa, minha doença estava remitindo até que me deparei com você online no MSN. Caramba! Você tinha me bloquado! Por que desbloqueou agora? Seu babaca! Tinha que me manter bloqueada pra eu não te ver e não recair. Infeliz! Odeio-te amo-te!
Num esforço frenético consegui me manter por 5 minutos sem puxar conversa, mas como sou a mulher mais babaca do planeta, disse um oi tímido e esperançoso. Lógico, você desconectou...
Leitores, xinguem-me! Definitivamente, eu mereço!

"eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes pra abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu Deus como você me dói de vez em quando"
Caio Fernando Abreu

terça-feira, 1 de julho de 2008

É grave!

Nem tenho me lembrado tanto de ti, mas só de dizer que esqueci, já me lembrei.
Sei que não tem cura, doutor, essa doença é crônica, aparece de tempos em tempos, em surtos, causando sintomas que acabam por se remitirem espontaneamente.
Já me acostumei com este grande mal que me acomete, já sei lidar com ele, sei que não devo me assustar, que embora muitas vezes venha como uma avalanche, os sintomas irão embora e tudo voltará às condições normais de temperatura e pressão.
Já não tenho mais qualquer esperança de descoberta de cura, até porque, doutor, a cada vez que te vejo pessoalmente, em fotos, videos ou que te ouço parece que os sintomas se intensificam. Sabe-se lá como foi que adquiri este mal, mas creio não ser a única paciente com este tipo de enfermidade.
Aconselho os leitores que apresentarem os sintomas descritos a seguir a ficarem atentos, pois essa enfermidade como já mencionei anteriormente é crônica e precisa ser seriamente controlada para não levar à loucura. Alguns dos sintomas são: sonhos de caráter erótico com uma mesma pessoa, vontade súbita e incontrolável de ver uma mesma pessoa, entrar em transe apenas de pensar no ser em questão, cometer as maiores loucuras possíveis para estar com o agente causador da enfermidade. Veja como é grave, ao invés do portador fugir do agente causador ele quer cada vez mais estar perto dele.
É, doutor, é grave mesmo, mas sei conviver com isso...
"mas não é no cérebro que acho que tenho o câncer, doutor, é na alma, e isso não aparece em check-up algum"
Caio Fernando Abreu

sábado, 28 de junho de 2008

Entre tacos e bolas

Cada fantasia, cada devaneio vai me levando a outro… É uma sucessão de imagens… De lugares… Sim, são lugares reais…

Depois de um dia inteiro com muito sol, já quase anoitecendo, voltamos para o hotel, que nessa época está praticamente vazio…

Enquanto caminhamos rumo à recepção, p’ra pegar a chave do quarto, você nota que há um salão de jogos… Você, então, resolve ir àquele lugar, até então inexplorado por nós… Eu te sigo… De mãos dadas…

Ora, o lugar não é nada pequeno, contendo uma mesa de pingue-pongue, duas de pebolim, duas de sinuca e algumas para o carteado, além de alguns sofás p’ra ficar à toa…

Você olha para a mesa de bilhar e sorri pra mim… Um brilho malicioso nos teus olhos…

Eu finjo não perceber… Você me entrega um taco… Eu te digo que não sei jogar… Você responde que vai me ensinar passo a passo…

Você diz para eu me debruçar sobre a mesa… Coloca as mãos sobre a minha e sussurra no meu ouvido pra eu me concentrar nas bolas que quero acertar… Sinto um arrepio ao sentir tua boca próxima ao meu pescoço…

Fecho os olhos enquanto você guia minhas mãos… Você percebe que me distraí totalmente… E aí, sinto você me segurando pela cintura e me colocando sobre a mesa de sinuca…

Beijamo-nos, você entre minhas pernas… Suas mãos deslizando ora em minhas coxas, ora em meus seios… Seus lábios passeando pelo meu pescoço… Meus olhos fechados, intensificando as sensações do seu toque… Minhas mãos escorregando pelas tuas costas, te arranhando…

O tempo parou… Naquele instante é como se não houvesse mais ninguém naquele lugar… Até que o som de passos nos desperta do idílio…

Você me ajuda a descer da mesa, a mais escondida do recinto, e fingimos que você está a me ensinar sinuca…

Inclino-me sobre a mesa novamente, fingindo mirar uma das bolas… Teu corpo colado ao meu, sobre mim… Tuas mãos sobre as minhas, guiando-me… Sinto o teu sexo pulsando atrás de mim… Com uma das mãos, você vai descobrindo uma das minhas pernas, alisando-a… E, ao alcançar meu bumbum, você me aperta, beijando meu pescoço… Quase derrubo o taco, o que chamaria mais a atenção do “staff” do hotel, mas consigo me controlar… Você ri, e continua explorando cada parte de mim… Eu me esforçando ao máximo p’ra manter nosso disfarce, tentando esconder minha excitação…

Você sorri e fala baixinho no meu ouvido o quanto estou excitada, o quanto me quer… Então, você vai se ajoelhando, lambendo minhas pernas, que se estremecem ao toque dos teus lábios…

Não consigo mais me concentrar, pensar em qualquer outra coisa… Eu me abaixo, ficando na sua altura… Beijo-te… Você vai se levantando devagar, e à medida que você vai subindo, minha boca percorre seu corpo…

Você finge ensaiar uma tacada, enquanto meus lábios tocam o teu sexo… Sinto a tua respiração ofegante, ouço teu gemido baixinho, todo o seu prazer em me ver fazendo o que mais gostas…

Nossas mãos se entrelaçam… E você me puxa pra cima… Você me coloca de costas pra você… Sinto teus dedos percorrendo minhas partes íntimas… Sinto o calor do teu corpo junto ao meu… Sinto teu sexo a me penetrar…

Sinto tua boca percorrendo meu pescoço… Sua mão, virando meu rosto e procurando meus lábios… Sinto tuas mãos nos meus seios… Você sente meus mamilos rígidos entre seus dedos, te indicando todo meu prazer em ter-te dentro de mim…

E assim ficamos por vários minutos, ou será que foram horas, nessa deliciosa dança… Até o momento em que o desejo atinge seu clímax, extravasando de forma intensa…

Suas mãos percorrem novamente o meu corpo, apertando-me e você sente meu coração a pulsar… E então, você se deita sobre mim… Sinto seu coração em ritmo acelerado… Nossos lábios se tocam, num delicioso beijo…

Depois de tanto devanear, volto ao meu pequeno quarto… Sentada na frente do computador, ouvindo uma música do Roxette repetidas vezes, que não me atrevo a revelar… O primeiro pensamento que me vem é “Será que haverá algum dia em que desses devaneios se concretizarão? Será que algum dia um deles sairá da minha mente e/ou dos meus sonhos?”
Porque...
Apetece-me...
... ver a tua mão no teu sexo...
... deliciar-me na tua língua...
... sentir as tuas mãos no meu sexo...
... os teus lábios molhados na minha pele...
... o meu sexo crescer na tua boca...
... o teu sexo na minha língua...
... as tuas pernas entrelaçadas nas minhas...
... o teu orgasmo envolto em mim...
Trecho em itálico assinado por Pirata e extraído de http://sereia_pirata.blogs.sapo.pt/6445.html?view=4909#t4909

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Julia, Sabrina, Bianca

Estávamos nus sobre a cama, mas você não queria sexo, queria carinho apenas. Tudo bem, você sabe que o que sinto por você vai muito além do carnal e que o carinho entre nós é um dos meus desejos mais profundos. Entre beijos e carícias começamos a conversar:
Mc Dreamy: - Ah! Já te disse que eu não vou mais namorar!
Lilica: - Mas você namorou nesse tempo que ficamos sem nos falar!
Mc Dreamy: - Namorei nada!
Lilica: - Namorou sim que seu sei. Namorou e não deu certo como sempre...
Mc Dreamy faz cara de coitadinho...
Lilica: - É... você sempre faz as escolhas erradas... Você namora todo mundo, não sei porque não quis tentar comigo...
Olho pro teto vejo uma parede branca. Ao redor, meu guarda-roupas, percebo que estou sozinha na cama... Foi só mais um dos sonhos que tenho com ele... Desejei morrer naquela hora!

PS: Admito, este post ficou Julia, Sabrina, Bianca. Pois é, é a falta de criatividade. Neurônios congelados com essa friaca!

domingo, 22 de junho de 2008

Dói...

Eu já te disse que eu gosto tanto de você que chega dói...

"Não vou fabricar alguém pro seu lugar."

Cedo
Jay Vaquer

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A LUA SOUBE

E as fantasias continuam…


Depois de um delicioso café da manhã, fomos à praia, aproveitar o dia ensolarado que fazia lá fora…

Durante a parte da manhã, ficamos na praia maior… Ora nadamos, ora fico no sol, observando-te…

Ficamos nessa vida boa e preguiçosa até a hora do almoço, saboreamos os peixes fritos dos quiosques ao redor…

Já no meio da tarde, caminhamos de mãos dadas pela praia, sentindo o calor do sol… Passamos pelo longo corredor que dá acesso a uma praia menor, onde estamos hospedados… Trocamos os olhares com um sorriso maroto nos rostos… Mil idéias aflorando… Será que pensamos a mesma coisa?

Sabemos que a essa hora do dia, a prainha está mais deserta ainda, pois as pessoas que a visitam, geralmente tomam seu banho de mar durante a manhã já que não há nenhum quiosque, além do que a maioria das casas está vazia, é a baixa temporada…

Andamos até a metade da areia, onde colocamos nossos pertences… Corremos p’ra água, como duas crianças, ansiosas pela água do mar…

Jogamos água um no outro, até que você se aproxima me abraçando e me levando para o fundo… Não, não tenho medo… Confio nos teus braços, me segurando…

Mergulhamos, molhando nossas cabeças… Nos beijamos, agora um beijo salgado… Nado mais para o fundo e você vem logo atrás… Logo que me alcança, tu me agarras com firmeza, como eu gosto…

Tuas mãos passeando pelo meu corpo… Nossos lábios se encontram novamente… Apesar da água estar fresca, uma onda de calor me invade ao sentir teu corpo tão mais próximo ao meu…

Retribuo mais um beijo teu, tentando transmitir a você todo o ardor que sinto quando estamos tão próximos…

Sei que você percebe… Eu te provoco… Você me provoca… Nossos corpos já em chamas…

Saímos da água, nos deitamos na canga estendida… Rolando na areia branca.

A tarde vai caindo… O Sol ficando cada vez mais dourado, desaparecendo no horizonte para dar lugar à lua prateada, Lua dos desejos secretos, das fantasias somente escritas, apenas na minha mente…

domingo, 8 de junho de 2008

Sexta fui a um show. Cheguei em casa a 1 da madrugada, mas só fui dormir às 3! Acordei no sábado às 9:30 porque precisava comprar um negócio, cheguei as 12 e dormi até as 20h. Pensei: "Putamerda! Dormi demais! Nãou vou dormir à noite! Que que eu faço? Ah! Vou pra balada! ".
Combinei com uma amiga. Ela disse que passava às 21. Corri até a festa junina aqui perto, jantei, voltei, tomei banho e às 21 estava quase pronta. Fui pra casa da amiga fazer um esquenta e terminei de me maquiar enquanto ela se trocava.
Estávamos em 3, paramos em 7326565 baladas, mas só encontrávamos filas quilométricas e frequentadores nada bonitos. Tínhamos saído pra pegação... Ao final voltamos pro primeiro lugar onde tínhamos parado o carro. Meia hora de espera por uma mesa analisando "as carnes" e enquadrando-as em níveis de feiura 1, 2 ou 3 e beleza 1, 2 ou 3.
Cerca de duas horas após análise e convercê chegou um beleza nível 1. Comcei a encará-lo e dentro de minutos ele estava sentado na nossa mesa. Não perco tempo! Dentro de minutos estava pegando o cara!
Se trocamos telefone? Não!
Cheguei em casa as 5 da madrugada, dormi até as 18! Será que estou doente? Ando dormindo demais!
Até que comi uns morangos bem doces esse final de semana...

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O sonho ou o devaneio?

Tem hora que o desejo se mistura ao devaneio e o devaneio ao sonho…

Um dia lá na praia eu sonhei contigo. Como gostei de ter te encontrando em meus sonhos!!!

É época de baixa temporada… O local é bem afastado da cidade… A Serra do Mar ao nosso redor… A maioria das praias desertas… O hotel praticamente vazio, só para nós…

Os primeiros raios de sol tentam adentrar pelas frestas da janela quarto, eu abro meus olhos lentamente e sinto teu corpo colado ao meu…

Eu sorrio, beijando sua mão… Você a entrelaça na minha, teus lábios já percorrendo meu pescoço. Fecho meus olhos…

Tateio minhas mãos sobre o teu corpo, ouvindo sua respiração mais ofegante, teus gemidos no meu ouvido…

Minha pele se arrepia totalmente… Suas mãos me apertando ainda mais… Teu corpo totalmente acordado…

Não resistindo mais, sou colocada sobre você e recebo teus beijos… Você sorri pra mim e eu retribuo… Tua boca tocando meu pescoço, um dos meus pontos fracos…

Então, meus lábios começam a percorrer o teu corpo… Teus lábios, queixo, pescoço… Descendo para o seu tórax, abdômen… Até a região da tua virilha, tocando no teu ponto mais erógeno…

Sinto tuas mãos apertando-me ainda mais, vestígios da tua excitação… Você se senta na cama para observa-me com mais detalhes…

Como em todas as vezes, peço pra você descrever a sensação que tens ao ver tal cena… E como sempre, as palavras te fogem…

Hummm…

Momento sem palavras, de apenas gemidos… Dois corpos fundindo-se em um… Sensação de intenso êxtase, entrega plena…

E quando chega o clímax, os corações pulsam acelerados… Uma preguiça deliciosa… Sorrisos no rosto… Beijos carinhosos…

Talvez o sonho tenha sido diferente, mas quem disse que a realidade é boa? Prefiro meus devaneios!!!
Não é uma fantasia exótica, eu sei, mas é a minha…

“E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão...?”
(Legiao Urbana – Eduardo e Monica)

terça-feira, 3 de junho de 2008

PENSAR EM VOCÊ

É só pensar em você
Que muda o dia
Minha alegria dá pra ver
Não dá pra esconder
Nem quero pensar se é certo querer
O que vou lhe dizer
Um beijo seu
E eu vou só pensar em você (2x)

Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em vocêVontade de viver mais
Em paz com o mundo e comigo (2x)

Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
Em paz com o mundo e consigo (2x)

Interpretado por Daniela Mercury
Composição: Chico Cézar
Pensar em ti evoca em mim várias emoções
Lembranças de instantes mágicos, de risos fáceis
De desejos velados
Sentimentos que guardei só pra mim
Despertam em mim as saudades que sinto de você por inteiro: do teu cheiro, da tua boca na minha, da minha boca na tua pele, das tuas mãos percorrendo meu corpo, meu âmago…
Enfim, SAUDADES DE VOCÊ…
Saudades que ainda ferem, talvez porque eu ainda me lamente por não ter demonstrado todo meu sentimento por ti…
Às vezes me pergunto o que fui pra você, o que faria se descobrisse todo o meu sentimento por ti e que ainda pulsa em meu coração…
Talvez um dia tudo isso se transforme em apenas saudades…
E sorrirei ao me lembrar de você, do teu nome…

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Hoje por um momento tive saudade. A saudade que já não vinha há muito, pois havia se transformado em mágoa. Neste laspo, num impulso mais que adolescente, ocultei o ID do meu celular e liguei no teu. Tudo isso pra ouvir um simples alô esbaforido. Lembrei-me que fazia isso aos 15 anos quando era apaixonada pelo garoto mais combiçado do colégio. Às vezes penso que não mudei nada...
"Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento
O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata"

Mal Necessário
Intérprete: Ney Matogrosso
Composição: Mauro Kwitko

sexta-feira, 30 de maio de 2008

DOCES MORANGOS DOCES


E por falar em desejos… Mais um devaneio…


Num belo dia ensolarado, estamos nós dois em um parque… Será o parque do Ibirapuera ou alguma pracinha?

Depois de alguns passos lentos e uma boa conversa durante o trajeto, achamos um cantinho…

Eu me ajoelho na grama, estendendo as cangas… Tiro alguns itens da cesta, enquanto você me observa com um sorriso e mordendo os lábios…

Então, você se aproxima de mim e me agarra… Eu quase derrubo a garrafa de Lambrusco e as taças… Eu resmungo por conta da sua surpresa, mas logo em seguida eu sorrio, e então você percebe que adorei você me abraçando, me colocando perto do teu corpo…

Enquanto nos beijamos, sua mão percorre o meu corpo, minhas mãos acariciando tua pele sob tua camiseta… eu fecho os olhos pra sentir teu calor e o teu cheiro com mais intensidade…

Então, você se senta e me pede pra ficar entre suas pernas… Sim, é o que eu faço…

Depois de servir o vinho nas taças, retiro um pote com morangos e outro com chantili.

Eu me viro um pouco e mergulho um morango no Lambrusco… Ofereço a você. Escorre uma gota em seu queixo, onde tocam os meus lábios… Sorrimos… Mordo levemente teus lábios…

Em seguida, você mergulha outro morango no chantili e me oferece, sujando a ponta do meu nariz… Você ri e limpa com o dedo indicador… Eu seguro sua mão e absorvo o creme que está no seu dedo… Você me pede pra fechar os olhos e sinto o morango tocar meus lábios… Eu o mordo e na mesma hora você beija a minha boca, mordendo meus lábios…

Você se deita e um pedaço do seu abdômen fica à amostra… Fico meio deitada ao seu lado e mergulho novamente um outro morango no vinho… Digo pra você fechar os olhos e então, ao invés de tocar seus lábios, deixo escorrer uma gota na tua barriga… Você sente meus lábios tocando tua barriga, enquanto segura minha mão em que está o morango…

Sinto já o teu desejo pulsando… Tuas mãos percorrendo o meu corpo, me apertando contra o teu…

Então, você se mexe e me vira, ficando sobre mim… Beija os meus lábios, como se fossem deliciosos morangos…

Doces morangos, apreciados com total volúpia…

Morangos cuja forma lembra o coração e cuja cor, vermelho, evoca o desejo…

É o momento em que o tempo pára, e naquele instante existem apenas duas pessoas, sob a copa de uma grande árvore, perdidas nos olhos e no desejo um do outro…

É o momento em que você fecha os olhos e eu percebo teu desejo… É o instante em que você me toca e sente meu corpo estremecer…
Momento de entrega mútua e total… Momento em que dois corpos se fundem em um só…

E no auge disso tudo, o maldito despertador toca… Era apenas um sonho do qual eu não queria ter acordado…

Onde estará você? Será que você ainda pensa em mim?

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sua mensagem foi enviada COM SUCESSO!

Certa feita, "alguém" resolveu me cutucar com vara curta e me escreveu um e-mail erótico pensando que seria rechaçado na resposta. Ledo engano, não só respondi a altura como tempos depois consegui descobrir que a vara do ser supra citado não é curta coisíssima nenhuma. Se o e-mail dele foi uma tentativa de me fazer desistir, o tiro saiu pela culatra. Isto serve de lição, não mexa comigo, pois pago pra ver e vou até o fim. Tá, o que eu sentia pelo cara era uma espécie de amor, mas a vida é assim, cada um dá o que pode e se ele só podia me oferecer uma noite de sexo porque não aceitar? Até por que ele é GOSTOSO!!!! É, assim em caixa alta mesmo!
Confira abaixo a resposta que lhe foi enviada com sucesso. E que sucesso, hein?


Você já me teve diversas vezes, não na minha fantasia, mas no meu desejo. Já puxou meu cabelos com força enquanto me beijava vestido de médico no repouso do hospital. Já me teve também no capô do carro, na sua moto numa noite de verão e o calor dos nossos corpos aumentando ainda mais o calor. Sobre a mesa do seu consultório chegamos a derrubar objetos de tanta euforia... Já estivemos juntos até em plena Avenida Paulista completamente nus numa noite de chuva, o mundo havia parado e só havia nós dois nos amando de todas as formas. Já mordi tanto seus lábios que até já perdi as contas. Você já me apertou com seus braços fortes e me fez estremecer um sem número de vezes.
Derramei champagne pelo teu corpo nu e a bebi com gosto de você, senti o cheiro da tua pele misturado ao adocicado da bebida... Estiveste em mim tantas vezes que até já me esqueci quantas foram. Nas minhas noites de insônia tive você na minha cama, na sua, senti sua língua passeando pela minha pele arrepiada totalmente entregue, senti seus beijos em todas as minhas vértebras... Nas janelas entre pacientes você me possuiu alucinadamente no meu divã e terminou com gemidos no meu ouvido.
Até dancei pra você a dança do ventre e a famosa dança do poste. Depois, atirei-me em seus braços e nos tivemos loucamente até estarmos exaustos...
Podemos fazer isso de maneira muito intensa sabendo que será a primeira e a última vez. Sim, farei isso com você ainda que eu saiba que será em troca de absolutamente nada!
Te desejo MUITO, MUITO, MUITO, MUITO...


Mexer nisso tudo, de certa forma, ainda dói. Esta devoção que tenho me irrita e o seu silêncio ainda faz sangrar as cicatrizes que ainda não fecharam por inteiro. Pedi que não me deixasse no vácuo, embora não tenham havido promessas de uma próxima vez, um "oizinho" de vez em quando não faz mal a ninguém. Só queria saber onde foi que você arrumou esse chá de sumiço concentrado master que você tomou...

É inevitável citar Caio Fernando de Abreu aqui: "O cheiro do teu corpo persiste no meu durante dias. Não tomo banho. Guardo, preservo, cheiro o cheiro do teu cheiro grudado no meu. E basta fechar os olhos para naufragar outra vez e cada vez mais fundo na tua boca. Abismos, marinhos, sargaços."