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domingo, 2 de agosto de 2009

Fogo...

Hoje vou postar um conto erótico que andei escrevendo há algum tempo... A fila, digamos assim, andou um pouquinho... Foi bem efêmero, claro, não por vontade minha, mas c'est la vie... A fila anda, pára, volta um pouco e por aí vai... Bom, confesso que o texto está editado...

Imagine nós dois na praia, em Ubatuba... É baixa temporada e nessa época a praia costuma ficar praticamente deserta durante a semana…

O dia começa ensolarado… Parece prometer um dia bem quente… 

Estou em pé, no quarto, olhando pelas frestas da janela, sem deixar a luz entrar… Viro-me e observo-te ainda adormecido… 
Caminho de volta até a cama e lentamente engatinho pela cama… Fico ao seu lado, encostando meus lábios em seu mamilo esquerdo… Beijo-o… Encosto bem de leve a ponta da minha língua… 
Você nem se mexe…
Então, vou subindo, lambendo-te… Até chegar na tua boca e encostar meus lábios nos teus… Aos poucos você vai despertando e correspondendo aos meus beijos, roçando os dentes, provocando-me…
Eu sorrio p’ra você… Mordisco os seus lábios… Roço os meus mamilos em seu peito… Você me puxa para perto de você… Eu resisto… 

Olho para ti e, como uma criança pidonha e manhosa, eu lhe digo:
- Acorda, meu bem… Quero ir à praia…

Sorrio p’ra você novamente, um sorriso maroto… Você sorri de volta e cede ao meu capricho…
Após um tempo, depois de várias espreguiçadas e um bom café da manhã, finalmente chegamos à praia Quase não tem ninguém. O sol ainda brilha no céu…

Você pega o protetor solar e diz que eu preciso passar para me proteger… Eu faço aquela expressão de “tenho mesmo que passar?”… Você balança a cabeça afirmativamente e diz que vai passar em mim de qualquer jeito, independente dos meus protestos… E então, eu cedo… 

Hummm… Como é gostoso sentir tuas mãos, passeando pela minha pele, me massageando… Fecho os olhos pra intensificar essas sensações… Devo admitir, adorei você me “obrigando” a me proteger do sol com o sundown
Em seguida, é a minha vez de retribuir e tento fazer da forma mais prazerosa e demorada possível… Faço questão de passar em seu peito, abdômen… Chego perto do teu sexo, passando um dedo por dentro do elástico da tua sunga… Provoco-te, atiço ainda mais os seus desejos…
O calor aumentando… Você fecha os olhos, coloca a cabeça para trás, tua respiração ficando cada vez mais ofegante…

Pego em sua mão, beijo-a… Você abre os olhos, encontra os meus… Nos beijamos… 
Ainda de mãos dadas, eu te puxo para a água… Nos abraçamos, encostados às pedras…
Sinto os teus beijos cada vez mais ardentes, revelando os teus desejos, a tua excitação… Tuas mãos passeando pelo meu corpo, apertando o meu bumbum… Você me puxa para mais perto de você, e sinto o teu sexo já enrijecido, roçando entre as minhas pernas…
Fecho os meus olhos, deslizando uma das minhas mãos pelo teu corpo, invadindo sua sunga… Você geme baixinho, tua boca encostada no meu ouvido… Tua mão invade o meu biquíni, revelando meus mamilos já endurecidos de excitação…

Sem perceber, vamos para um lugar, atrás das pedras, tentando nos esconder de olhares curiosos… Você se abaixa para alcançar meus seios… Chupa os meus mamilos, mordisca-os de leve, puxando-os devagar com a boca, com os dentes… E depois de deixá-los bem molhados, brinca com eles entre os seus dedos, apertando-os, dando leves puxadinhas com suas mãos…

Enquanto isso, revelo o teu sexo, tirando-o da sunga, acariciando-o, principalmente no ápice. Tua mão começa a se adentrar na parte de baixo do meu biquíni, encontrando meu clitóris… Você esfrega os teus dedos, brincando nessa parte tão sensível, deixando-me cada vez mais excitada, com as pernas trêmulas.

E logo depois, eu me abaixo na água, fico de joelhos na sua frente, lambendo o teu sexo, pressionando a minha língua nas veias… Você tenta ainda acariciar meus mamilos… 
Faço-te um delicioso sexo oral, sem pressa... Perco a noção de tempo e de espaço, e não sei por quanto tempo fico a tocar-te dessa maniera… Involuntariamente, você começa um vai-e-vem com os quadris... Gemendo…

Provoco-te cada vez mais…
Você se curva para beijar a minha boca, e eu continuo ajoelhada na sua frente, lambendo todo o teu sexo... E num movimento e outro, você se masturba também…

Cada vez mais vou para baixo de você… Lambo teu períneo… Hummm… Queria ficar horas lambendo esse local… Sinto suas pernas tremerem quando minha língua te toca no "caminho"... Finjo que vou avançar um pouco mais, e paro.  
Vou subindo lentamente pelo teu sexo, tua virilha… Beijo sua barriga… Retorno para o tua glande, chupando cada vez mais forte… Até você não resistir mais e gozar na minha boca… Continuo chupando-te, teu pau ainda duro na minha boca…
Acaricio-o… Vou me levantando, lambendo todo o teu corpo… Teus mamilos… Mordiscando-os…

Entramos no mar, até a água cobrir os nossos corpos… Vamos nos recompondo… As pessoas chegando na praia…
Eu rio e digo: “Por pouco não fizemos um showzinho de graça…”
Você ri... Ficamos abraçados… Nossos corpos cobertos pela água… Suas mãos começam a passear pelo meu corpo… Teu sexo roçando no meu bumbum… Você mordisca minha orelha, sussurrando: “Preciso retribuir…”

Eu sorrio e me encosto mais em você… Sinto a sua mão por dentro do meu biquíni, na parte de baixo, acariciando o meu clitóris… Claro que fico excitada, molhada de tesão… Fecho os olhos para te sentir melhor… 

De repente meu “sensor de olhares curiosos” se liga (risos)… Então, vejo que há muitas pessoas ao nosso redor, me viro, e beijo a tua boca… Chego perto do seu ouvido e sussurro: “Oportunidades não faltarão, de retribuir o momento que lhe dei há pouco, mas não nessa platéia toda..." (Risos).

Rimos e ficamos na água… Sair dela seria muito revelador… Ainda posso sentir o teu sexo rígido, roçando em mim… Ainda sinto seus dedos brincando nos meus mamilos… A calcinha do meu biquíni cada vez mais molhada… Nesse “calor” todo, é impossível nos desgrudarmos ainda…
Tento, a todo custo me desvencilhar dos teus braços, apesar de todo o aconchego e… Brinco com você, jogando água, provocando um pega-pega… Vou para o fundo, te desafiando a me seguir…
Ahhh… Como é bom voltar a ser criança… Ter os desejos de uma mulher, mas poder ser menina também… Risos…
Só assim para disfarçar um pouco do quanto quero-te dentro de mim…

No meio da tarde, você inventa que não está muito bem e voltamos para o hotel, que permanece praticamente vazio, pois os hóspedes estão fazendo seus passeios...

Voltamos para o quarto e você entra no chuveiro... Eu fico do lado de fora esperando, algo me distrai de você... Então você me chama, me pede para lhe levar algum item de banho que esquecera... 

Só depois descubro que tudo não passava de manha, era apenas uma isca... 

Você me puxa para dentro do box... Me pega pela cintura e começa a me beijar… Morde meus lábios… Passa as mãos pelas minhas costas… Aperta o meu bumbum… Acaricia entre as nádegas… Você logo sente minha excitação…
Minha respiração vai ficando cada vez mais ofegante… Começo a gemer baixinho…

Você me deixa nua, e se ajoelha... Posiciona-se bem abaixo de mim e começa a lamber o meu sexo... Vez ou outra, enfiando um dedo… Coloco uma perna sobre o teu ombro, e uma das minhas mãos vai desarrumando os teus cabelos...

Minhas pernas tremem... Você se levanta, me abraça…Nos lavamos... O calor e o desejo não cedem...

Ainda meio molhados e enrolados na toalha, continuamos a brincadeira no quarto... 

Você me coloca de costas pra você e… Hummm… Me penetra devagar… Que delícia sentir teu sexo penetrando devagar... Tua respiração no meu pescoço… Teus gemidos no meu ouvido… Meu sexo deixando o teu molhado... Meu desejo e tesão escorrendo para o teu sexo… 

Até explodir o meu tesão, num orgasmo que há muito não sentia… Você sente as paredes da minha vagina se contraindo cada vez mais, tentando te expulsar, mas eu te peço para não parar e continuar a me penetrar… Hummm… Logo depois você também goza, enchendo-me com sua porra… Escorrendo pelas minhas pernas… Hummm…

Delícia!!! Entrega total…

Você continua dentro de mim, o pau ainda duro… E eu não me oponho… Amo esse depois… Entre beijos e mordidas eu falo baixinho no teu ouvido: “Meu bem, acho que você reparou que estou com um baita fogo por você desde cedo, não? Eu fazendo doce p’ra você, te atiçando, e depois jogando um certo balde de água fria, mas a bem da verdade é que eu estava morrendo de desejos por você… Desde a hora em que acordei e te vi dormindo, você todo nu…”

Você sorri pra mim e… Ah… Recomeçamos… Você amarrado na cama... Provocação total...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

História de Mulher

Texto dedicado a nós (Lilica, Satika) por João Octávio
"Era uma vez uma garotinha. Nascida no início dos anos 80, foi criada por uma família normal, com pai e mãe normais. Não teve irmãos ou irmãs. Mas pode-se presumir que amigos na infância não faltaram.
Era uma garota como qualquer outra nascida nessa época: magra, esbelta, cabelos compridos e com uma franjinha. Na verdade, os cabelos compridos e o fato de sempre usar camisa (meninos costumam andar na rua só de short) eram os únicos indicativos de que ela era uma garota. Naqueles tempos, as crianças costumam deixar de ser crianças bem mais tarde, logo, até por volta dos quatorze anos a menina era o que hoje se costuma chamar de tábua: não possuía bunda nem seios salientes.
Era dona de uma beleza diferente, raramente compreendida. Possuía sardas em excesso, espinhas não mais que o normal e um pequeno problema de ortodontia. Não que tivesse dentes feios, ao contrário. Eles simplesmente não eram perfeitamente alinhados, o que, juntado a todos os outros fatores, fazia dela motivo de gozação e escárnio por seus colegas de sala.
Foi provavelmente ao chegar nos quinze que ela começou a desenvolver seu corpo. Seios começaram a ficar protuberantes, uma bundinha começou a preencher os espaços antes vagos de suas calças. Infelizmente, hormônios são coisas bizarras. Não se sabe o que deu errada (progesterona de menos, testosterona acima do normal pros padrões femininos?), mas junto dessas qualidades surgiu um pequeno defeito: um bigode. Não aquela pelagem fina, que se costuma encontrar acima dos lábios de algumas mulheres e, que diga-se de passagem, às vezes é até charmoso, mas uma camada espessa de pêlos. Era um bigode que faria inveja a alguns meninos de sua idade.
Imagina-se o quão difícil foi este período: garotas troçavam e garotos desprezavam. Os únicos que se aproximavam dela a viam como nada mais do que um objeto sexual fácil, embora assim não o fosse. Afinal, eis a lógica usada: “se ela é feia, ninguém quer. Se ninguém quer, ela aceita qualquer um. Se aceita qualquer um, faz qualquer coisa pra mantê-lo. Logo, sexo deve ser fácil, fácil”. Infere-se facilmente, infelizmente, que esse tipo de atitude devia deixar a menina em questão deveras triste, depressiva e reprimida.
Um dia, ela conquistou uma amiga. Na verdade, encontrou ou esbarrou seria mais correto, já que nada foi feito para conquistar. Não se sabe muito bem como isso se deu: se encontraram-se por acaso numa festa, na casa de um amigo, numa caminhada pelo parque, numa sala de aula. Afinal, isso faz muito tempo e ninguém costuma lembrar como conheceu um amigo. Sabe-se que essa amiga era o oposto dela: um pouco mais jovem, mas bem mais bonita (cabelos castanhos ondulados, olhos castanho-claros, seios fartos, cintura definida e um sorriso capaz de fazer qualquer macho babar) e sexualmente bem decidida. Apesar das diferenças, realmente se tornaram amigas. Nessa época, influenciada pela nova companheira, ela resolveu dar um trato no visual.
Em poucos meses, nossa garotinha se tornou uma mulher. Passou a depilar seu bigode (que nunca mais foi visto), a usar blusas decotadas e saias e calças que ressaltassem suas belas pernas. Tornou-se atraente. Passou a ser assediada pelos colegas de sala (agora, na faculdade, não no colégio). Teve experiências sexuais e amorosas, às vezes uma ou outra, às vezes ambas de uma vez.
Um dia ela se apaixonou de verdade e foi correspondida, vejam só. Dizem que o cara era desses exemplares hoje raros de se ver: gostava de andar a pé com ela, abraçado. Quando saiam, ele sempre lhe puxava a cadeira. Costuma sentar sempre próximo e, vez por outra, do nada, dar um beijo e abraço demorado. Daqueles que hoje em dia só se vê em público quando o casal é jovem e o relacionamento é recente.
O relacionamento foi intenso. O rapaz, jovem sonhador, aspirante a escritor que ainda morava com os pais, embora possuísse bom emprego, foi logo aceito pela família da moça. A moça foi aprovada pela mãe do rapaz. Em poucos meses, eles praticamente já moravam juntos: era comum ela dormir na casa dele, usar as roupas deles, abraçar de manhã a mãe dele (ainda usando só um camisão dele) como se fosse a sua.
Um dia, sem preparação nenhuma, sem aviso nenhum, ele chegou pra ela e exibiu a mão direita: “olha só, amor: O que você acha dessa coisa que achei nas gavetas de minha mãe?” A “coisa “ tratava-se de um fino anel de ouro no centro de sua mão. “Bonita, muito bonita. Linda, na verdade. Por que foi que sua mãe trocou essa aliança pela que ela hoje usa?” “sei lá – ele respondeu – Mas se você achou tão bonita assim, por que não usa? Acho que cabe direitinho no teu dedo. E, olha só!, tem outra aqui que cabe direitinho no meu”. E assim, com um diálogo desses, ele a pediu em casamento. Alguns segundos demoraram pra ficha cair, pra menina se tocar do que estava acontecendo. Quando ela se deu conta, começou a chorar (coisa típica de mulher, nunca vou entender) e o abraçou com força. O sexo que fizeram naquela noite até hoje é lembrado por ela com um carinho enorme.
Mas a vida nunca sai como esperamos. Como diria Tom Hanks em Forrest Gump: “A vida é como uma caixa de bombons: você nunca sabe o que vai encontrar dentro”. Tudo estava perfeito, tudo estava lindo demais pra ser verdade. Parecia até um sonho. Um sonho do qual nossa garotinha (agora uma mulher, vale lembrar) foi bruscamente acordada: numa madrugada idiota qualquer, um idiota qualquer causou um acidente estúpido demais com seu noivo. O socorro chegou tarde demais e ele faleceu.
Nossa mulher voltou a ser uma garotinha: triste, pesarosa, chorona. Sem sair do quarto por meses. Perdeu peso, quase voltou a ser uma tábua de tão magra que ficou. Parecia que ia morrer de tristeza. Mas nessas horas, ter amigos é bom: aquela velha amiga, aquela que a ajudara a crescer, a se transformar em mulher, a ajudou a sair da fossa. A arrastou novamente pro mundo dos vivos.
Se ela um dia conseguiu superar a morte de seu amado? Impossível responder. Dois anos se passaram, ela já amou outros. Mas mesmo assim, em algumas noites frias, sozinha em seu apartamento, ela chora até de tarde lembrando o quão bom era dormir de conchinha com ele…"

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Crime premeditado

Ok, você não quer mais ver a minha cara, nem tampouco apalpar a minha bunda flácida. À você não interessa conhecer minhas peculiriadades em suas variadas cores e matizes, provar meu patê de ricota com cereja e menos ainda a minha sopa de beterraba. Tá bom, não terei eternidades ao seu lado, nem mesmo sexo mecânico com hora marcada pra gozar e depois vestir a calcinha-que-estava-no-chão-sujo-com-o fundilho-virado-pra-baixo e ir embora.
Então, em vista da impossibilidade de ter o que quero ou de ter as horinhas medíocres que você me ofereceu até hoje, resolvi te matar.
Vou te sufocar com o meu travesseiro e ainda que você tente afastá-lo com toda a sua força arduamente adquirida com horas de treino exaustivo e prática de dietas, vou resistir até conseguir te deixar sem ar, mas vou fazer aos poucos, vai ser lento, assim como você fez comigo quando me mantinha em banho-maria.
Vou jogar em você todos os meus vidros de perfume francês, meus copos e pratos, o tampo da mesa de jantar, a vidraça da sala, do quarto e da área de serviço, fazer você sangrar e sentir dor, uma dor muito maior do que a que causa em mim essa sua indiferença e esses seus silêncios. Vou deixar você sangrar, sangrar, sangrar, até morrer, morrer dentro de mim...

terça-feira, 1 de julho de 2008

É grave!

Nem tenho me lembrado tanto de ti, mas só de dizer que esqueci, já me lembrei.
Sei que não tem cura, doutor, essa doença é crônica, aparece de tempos em tempos, em surtos, causando sintomas que acabam por se remitirem espontaneamente.
Já me acostumei com este grande mal que me acomete, já sei lidar com ele, sei que não devo me assustar, que embora muitas vezes venha como uma avalanche, os sintomas irão embora e tudo voltará às condições normais de temperatura e pressão.
Já não tenho mais qualquer esperança de descoberta de cura, até porque, doutor, a cada vez que te vejo pessoalmente, em fotos, videos ou que te ouço parece que os sintomas se intensificam. Sabe-se lá como foi que adquiri este mal, mas creio não ser a única paciente com este tipo de enfermidade.
Aconselho os leitores que apresentarem os sintomas descritos a seguir a ficarem atentos, pois essa enfermidade como já mencionei anteriormente é crônica e precisa ser seriamente controlada para não levar à loucura. Alguns dos sintomas são: sonhos de caráter erótico com uma mesma pessoa, vontade súbita e incontrolável de ver uma mesma pessoa, entrar em transe apenas de pensar no ser em questão, cometer as maiores loucuras possíveis para estar com o agente causador da enfermidade. Veja como é grave, ao invés do portador fugir do agente causador ele quer cada vez mais estar perto dele.
É, doutor, é grave mesmo, mas sei conviver com isso...
"mas não é no cérebro que acho que tenho o câncer, doutor, é na alma, e isso não aparece em check-up algum"
Caio Fernando Abreu

sábado, 28 de junho de 2008

Entre tacos e bolas

Cada fantasia, cada devaneio vai me levando a outro… É uma sucessão de imagens… De lugares… Sim, são lugares reais…

Depois de um dia inteiro com muito sol, já quase anoitecendo, voltamos para o hotel, que nessa época está praticamente vazio…

Enquanto caminhamos rumo à recepção, p’ra pegar a chave do quarto, você nota que há um salão de jogos… Você, então, resolve ir àquele lugar, até então inexplorado por nós… Eu te sigo… De mãos dadas…

Ora, o lugar não é nada pequeno, contendo uma mesa de pingue-pongue, duas de pebolim, duas de sinuca e algumas para o carteado, além de alguns sofás p’ra ficar à toa…

Você olha para a mesa de bilhar e sorri pra mim… Um brilho malicioso nos teus olhos…

Eu finjo não perceber… Você me entrega um taco… Eu te digo que não sei jogar… Você responde que vai me ensinar passo a passo…

Você diz para eu me debruçar sobre a mesa… Coloca as mãos sobre a minha e sussurra no meu ouvido pra eu me concentrar nas bolas que quero acertar… Sinto um arrepio ao sentir tua boca próxima ao meu pescoço…

Fecho os olhos enquanto você guia minhas mãos… Você percebe que me distraí totalmente… E aí, sinto você me segurando pela cintura e me colocando sobre a mesa de sinuca…

Beijamo-nos, você entre minhas pernas… Suas mãos deslizando ora em minhas coxas, ora em meus seios… Seus lábios passeando pelo meu pescoço… Meus olhos fechados, intensificando as sensações do seu toque… Minhas mãos escorregando pelas tuas costas, te arranhando…

O tempo parou… Naquele instante é como se não houvesse mais ninguém naquele lugar… Até que o som de passos nos desperta do idílio…

Você me ajuda a descer da mesa, a mais escondida do recinto, e fingimos que você está a me ensinar sinuca…

Inclino-me sobre a mesa novamente, fingindo mirar uma das bolas… Teu corpo colado ao meu, sobre mim… Tuas mãos sobre as minhas, guiando-me… Sinto o teu sexo pulsando atrás de mim… Com uma das mãos, você vai descobrindo uma das minhas pernas, alisando-a… E, ao alcançar meu bumbum, você me aperta, beijando meu pescoço… Quase derrubo o taco, o que chamaria mais a atenção do “staff” do hotel, mas consigo me controlar… Você ri, e continua explorando cada parte de mim… Eu me esforçando ao máximo p’ra manter nosso disfarce, tentando esconder minha excitação…

Você sorri e fala baixinho no meu ouvido o quanto estou excitada, o quanto me quer… Então, você vai se ajoelhando, lambendo minhas pernas, que se estremecem ao toque dos teus lábios…

Não consigo mais me concentrar, pensar em qualquer outra coisa… Eu me abaixo, ficando na sua altura… Beijo-te… Você vai se levantando devagar, e à medida que você vai subindo, minha boca percorre seu corpo…

Você finge ensaiar uma tacada, enquanto meus lábios tocam o teu sexo… Sinto a tua respiração ofegante, ouço teu gemido baixinho, todo o seu prazer em me ver fazendo o que mais gostas…

Nossas mãos se entrelaçam… E você me puxa pra cima… Você me coloca de costas pra você… Sinto teus dedos percorrendo minhas partes íntimas… Sinto o calor do teu corpo junto ao meu… Sinto teu sexo a me penetrar…

Sinto tua boca percorrendo meu pescoço… Sua mão, virando meu rosto e procurando meus lábios… Sinto tuas mãos nos meus seios… Você sente meus mamilos rígidos entre seus dedos, te indicando todo meu prazer em ter-te dentro de mim…

E assim ficamos por vários minutos, ou será que foram horas, nessa deliciosa dança… Até o momento em que o desejo atinge seu clímax, extravasando de forma intensa…

Suas mãos percorrem novamente o meu corpo, apertando-me e você sente meu coração a pulsar… E então, você se deita sobre mim… Sinto seu coração em ritmo acelerado… Nossos lábios se tocam, num delicioso beijo…

Depois de tanto devanear, volto ao meu pequeno quarto… Sentada na frente do computador, ouvindo uma música do Roxette repetidas vezes, que não me atrevo a revelar… O primeiro pensamento que me vem é “Será que haverá algum dia em que desses devaneios se concretizarão? Será que algum dia um deles sairá da minha mente e/ou dos meus sonhos?”
Porque...
Apetece-me...
... ver a tua mão no teu sexo...
... deliciar-me na tua língua...
... sentir as tuas mãos no meu sexo...
... os teus lábios molhados na minha pele...
... o meu sexo crescer na tua boca...
... o teu sexo na minha língua...
... as tuas pernas entrelaçadas nas minhas...
... o teu orgasmo envolto em mim...
Trecho em itálico assinado por Pirata e extraído de http://sereia_pirata.blogs.sapo.pt/6445.html?view=4909#t4909

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Julia, Sabrina, Bianca

Estávamos nus sobre a cama, mas você não queria sexo, queria carinho apenas. Tudo bem, você sabe que o que sinto por você vai muito além do carnal e que o carinho entre nós é um dos meus desejos mais profundos. Entre beijos e carícias começamos a conversar:
Mc Dreamy: - Ah! Já te disse que eu não vou mais namorar!
Lilica: - Mas você namorou nesse tempo que ficamos sem nos falar!
Mc Dreamy: - Namorei nada!
Lilica: - Namorou sim que seu sei. Namorou e não deu certo como sempre...
Mc Dreamy faz cara de coitadinho...
Lilica: - É... você sempre faz as escolhas erradas... Você namora todo mundo, não sei porque não quis tentar comigo...
Olho pro teto vejo uma parede branca. Ao redor, meu guarda-roupas, percebo que estou sozinha na cama... Foi só mais um dos sonhos que tenho com ele... Desejei morrer naquela hora!

PS: Admito, este post ficou Julia, Sabrina, Bianca. Pois é, é a falta de criatividade. Neurônios congelados com essa friaca!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Love for Sale

Dia 12 de junho é Dia dos Namorados!!!

Porém hoje vou me despojar de todo o meu romantismo pra perguntar, em alto e bom tom:
ONDE ESTÁ A FIDELIDADE???
ONDE ESTÁ A VERDADEIRA ENTREGA, A VERDADEIRA INTIMIDADE???
ONDE ESTÁ O ROMANCE???
ONDE ESTÃO AS FLORES, OS PIQUENIQUES ROMÂNTICOS, AS SURPRESAS CARINHOSAS???
P'RA ONDE FORAM OS SUSPIROS APAIXONADOS, O LEVANTAR DO PÉZINHO, QUANDO OS LÁBIOS SÃO TOCADOS???
AQUELE OLHAR BOBO DE APAIXONADO???

O novo milênio veio com a liberação sexual e como tudo teve seus dois lados da moeda: liberou a mulherada de toda aquela repressão, mas em compensação, quanta exposição!!! Tanta que agora os rapazes e moças se masturbam em frente à webcam, assim como os casais se exibem, seja por essa mesma ferramenta, seja pelas fotos tiradas pela câmera digital… E ainda, são todas publicadas!!!

Mas creio que isso não é o que mais me deixa indignada, mas sim, a venda que se propaga pelo cyberespaço, talvez ainda não tão escancarada, mas que ela existe, ela existe.
Hoje em dia a webcam, tão acessível a todos os bolsos, tornou-se uma ferramenta para se lucrar na Internet… Sim, casais se expõem por dinheiro, vendendo seu momento de entrega mútua… Entrega? Eu me pergunto…

É a grande vitrine do cybersexo!!! Love and sex for sale!!!
Casais se mostram em momentos íntimos…
Rapazes expõem seus membros rijos e suas conquistas… Sua coleção de raparigas, de fodas…
Moças exibem seus corpos pela Internet…
Talvez até mesmo a virgindade das donzelas já esteja à venda!!!
Tal exposição de momentos a dois, momentos esses REAIS, onde dois corpos se tocam e se fundem, seja entre casados ou entre namorados, me levam a imaginar que só falta um personagem: o vendedor, é claro, anunciando as ofertas, os "produtos" mais vendidos, o famoso leve-dois-pelo-preço-de-um...
É, caro leitor, felizes foram nossos pais e avós, que trocaram os votos de casamento, de amor e fidelidade, cuja intimidade não era tão exposta...
Sim, eu admito que sou careta, que sinto que nasci na época errada, pois é nisso que acredito: que amor, respeito e entrega são construídos no dia-a-dia, que entrega e intimidade não precisam ser expostas pela Internet para serem interessantes, ou mesmo, atrevo-me a dizer, especiais...
Não estou criticando as várias formas de amar, como os swingers, o mènage a trois... Não prego o retrocesso, não apóio a repressão, mas clamo pelo verdadeiro sentido das coisas: Liberdade é diferente de libertinagem!!!
E torço, do fundo do meu coração, que não esteja viva ou sã o suficiente para ver o AMOR também sendo vendido…
Hoje, findando o dia dos namorados, deixo meu desabafo…

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O sonho ou o devaneio?

Tem hora que o desejo se mistura ao devaneio e o devaneio ao sonho…

Um dia lá na praia eu sonhei contigo. Como gostei de ter te encontrando em meus sonhos!!!

É época de baixa temporada… O local é bem afastado da cidade… A Serra do Mar ao nosso redor… A maioria das praias desertas… O hotel praticamente vazio, só para nós…

Os primeiros raios de sol tentam adentrar pelas frestas da janela quarto, eu abro meus olhos lentamente e sinto teu corpo colado ao meu…

Eu sorrio, beijando sua mão… Você a entrelaça na minha, teus lábios já percorrendo meu pescoço. Fecho meus olhos…

Tateio minhas mãos sobre o teu corpo, ouvindo sua respiração mais ofegante, teus gemidos no meu ouvido…

Minha pele se arrepia totalmente… Suas mãos me apertando ainda mais… Teu corpo totalmente acordado…

Não resistindo mais, sou colocada sobre você e recebo teus beijos… Você sorri pra mim e eu retribuo… Tua boca tocando meu pescoço, um dos meus pontos fracos…

Então, meus lábios começam a percorrer o teu corpo… Teus lábios, queixo, pescoço… Descendo para o seu tórax, abdômen… Até a região da tua virilha, tocando no teu ponto mais erógeno…

Sinto tuas mãos apertando-me ainda mais, vestígios da tua excitação… Você se senta na cama para observa-me com mais detalhes…

Como em todas as vezes, peço pra você descrever a sensação que tens ao ver tal cena… E como sempre, as palavras te fogem…

Hummm…

Momento sem palavras, de apenas gemidos… Dois corpos fundindo-se em um… Sensação de intenso êxtase, entrega plena…

E quando chega o clímax, os corações pulsam acelerados… Uma preguiça deliciosa… Sorrisos no rosto… Beijos carinhosos…

Talvez o sonho tenha sido diferente, mas quem disse que a realidade é boa? Prefiro meus devaneios!!!
Não é uma fantasia exótica, eu sei, mas é a minha…

“E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão...?”
(Legiao Urbana – Eduardo e Monica)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sua mensagem foi enviada COM SUCESSO!

Certa feita, "alguém" resolveu me cutucar com vara curta e me escreveu um e-mail erótico pensando que seria rechaçado na resposta. Ledo engano, não só respondi a altura como tempos depois consegui descobrir que a vara do ser supra citado não é curta coisíssima nenhuma. Se o e-mail dele foi uma tentativa de me fazer desistir, o tiro saiu pela culatra. Isto serve de lição, não mexa comigo, pois pago pra ver e vou até o fim. Tá, o que eu sentia pelo cara era uma espécie de amor, mas a vida é assim, cada um dá o que pode e se ele só podia me oferecer uma noite de sexo porque não aceitar? Até por que ele é GOSTOSO!!!! É, assim em caixa alta mesmo!
Confira abaixo a resposta que lhe foi enviada com sucesso. E que sucesso, hein?


Você já me teve diversas vezes, não na minha fantasia, mas no meu desejo. Já puxou meu cabelos com força enquanto me beijava vestido de médico no repouso do hospital. Já me teve também no capô do carro, na sua moto numa noite de verão e o calor dos nossos corpos aumentando ainda mais o calor. Sobre a mesa do seu consultório chegamos a derrubar objetos de tanta euforia... Já estivemos juntos até em plena Avenida Paulista completamente nus numa noite de chuva, o mundo havia parado e só havia nós dois nos amando de todas as formas. Já mordi tanto seus lábios que até já perdi as contas. Você já me apertou com seus braços fortes e me fez estremecer um sem número de vezes.
Derramei champagne pelo teu corpo nu e a bebi com gosto de você, senti o cheiro da tua pele misturado ao adocicado da bebida... Estiveste em mim tantas vezes que até já me esqueci quantas foram. Nas minhas noites de insônia tive você na minha cama, na sua, senti sua língua passeando pela minha pele arrepiada totalmente entregue, senti seus beijos em todas as minhas vértebras... Nas janelas entre pacientes você me possuiu alucinadamente no meu divã e terminou com gemidos no meu ouvido.
Até dancei pra você a dança do ventre e a famosa dança do poste. Depois, atirei-me em seus braços e nos tivemos loucamente até estarmos exaustos...
Podemos fazer isso de maneira muito intensa sabendo que será a primeira e a última vez. Sim, farei isso com você ainda que eu saiba que será em troca de absolutamente nada!
Te desejo MUITO, MUITO, MUITO, MUITO...


Mexer nisso tudo, de certa forma, ainda dói. Esta devoção que tenho me irrita e o seu silêncio ainda faz sangrar as cicatrizes que ainda não fecharam por inteiro. Pedi que não me deixasse no vácuo, embora não tenham havido promessas de uma próxima vez, um "oizinho" de vez em quando não faz mal a ninguém. Só queria saber onde foi que você arrumou esse chá de sumiço concentrado master que você tomou...

É inevitável citar Caio Fernando de Abreu aqui: "O cheiro do teu corpo persiste no meu durante dias. Não tomo banho. Guardo, preservo, cheiro o cheiro do teu cheiro grudado no meu. E basta fechar os olhos para naufragar outra vez e cada vez mais fundo na tua boca. Abismos, marinhos, sargaços."