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terça-feira, 7 de outubro de 2008

"S.O.S. Solidão" ***

Ando com uma dúvida cruel...
Não sei se esqueço você de uma vez por todas...
Se te deleto da minha mente, e principalmente do meu coração...

Se fosse só do MSN, seria fácil!!!
Mas a extração que eu quero fazer é mais difícil…
Requer mais de mim...

Um porque “não aprendi dizer adeus”…
Brega, eu sei, mas se encaixa… rsrsrs

Dois porque, pra mim, nossos encontros, fossem eles virtuais ou reais, sempre foram ótimos…

Mas essa re-re-busca – sim, uma busca muito rebuscada (risos) – já tem me deixado sem esperanças… Coisa rara para essa taurina, teimosa e persistente!!!
Não agüento mais aquela sala de bate-papo em que nos conhecemos… Não tenho mais paciência, e estou me aposentando de lá, pois quero pessoas reais, assim como você foi e é pra mim, quero transas reais, paixões e amores reais!!! É disso que meu coração anseia…

E já que estamos nos neologismos…
Eu re-digo: NÃO POSSUO NENHUM RESSENTIMENTO PARA COM VOCÊ, APENAS GOSTARIA, E QUERO MUITÍSSIMO, QUE NOSSA AMIZADE, COLORIDA OU NÃO, CONTINUASSE…
Até porque sempre gostei das nossas conversas, sempre muito divertidas…

Então, eu vou fazer uma loucura, é a minha última tentativa, desesperada talvez… Deixo aqui, nesse blog, uma forma de você me achar…

Por MSN: eu.mesma2008@msn.com
(Novas amizades que queiram se adicionar, sejam muito bem-vindos, mas por favor, me dêem uma referência numa mensagem por e-mail… Obrigada…)

Eu sei, Lilica vai me dar uma bronca… Hehehe… Ou os próprios leitores…
Mas eu sou assim… Não meço esforços por uma amizade e pelas pessoas que significam muito pra mim e pra isso eu me despojo do meu orgulho…

Well that’s all folks!!!
Beijos a todos e um especial pra você…

*** Referência: Aviso aos Navegantes (Lulu Santos)
Link: http://letras.terra.com.br/lulu-santos/80766/

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Os Meus Mais Sinceros Sentimentos

É, hoje estou emo… Risos…

Sinto tantas saudades de você…
Você nem faz idéia… (Suspiros)

Desde a última vez que nos “esbarramos” naquele chat em que nos conhecemos, tenho sido uma figura constante lá, procurando-te…
Os homens, ou melhor dizendo, os machos de lá´ me perguntam “O que você procura?”… Vezenquando eu me calo… Vezenquando eu minto… Vezenquando eu falo a verdade, e respondo que te procuro… O nick(name) é o mesmo…

É… Ainda não perdi as esperanças de te reencontrar, ou mesmo, eu confesso, de sermos amigos, em qualquer matiz de cor…
Eu sou persistente e também não sei dizer adeus.

Gosto de sua companhia – nunca houve um encontro em que eu tenha saído arrependida e/ou me lamentado depois, ao contrário, sempre me diverti ao seu lado, e por que não confessar, sempre esperei uma próxima vez…

Às vezes me pego, perdida em minhas lembranças, dos momentos, ainda que fugazes, em que estive contigo, naquela pracinha…
“Guardo na boca o gosto do beijo”(Adriana Calcanhoto, Palpite)
Guardo na boca o teu gosto…
Guardo-te na memória…
Guardo-te no coração.

Não tenho raiva de você…
Não tenho ressentimentos…
Não tenho esse direito.

Tenho saudades de ti…
Tenho saudades de conversar contigo, de rir contigo…
Não é só sexo, desejo…
Paixão? Talvez…
Não sei mais o que é…

“Só sei que nada sei” (Algum filósofo grego que agora não me recordo)
Só sei que você significou, e significa, algo pra mim…
Não é mais um que conheci pelo mundo virtual…
Pra mim, Satika, você tem um nome, um rosto, uma personalidade…
Sim, é alguém por quem tenho uma grande consideração e sentimentos.

Não me esqueço de você…
E me lembro que daqui a alguns dias é seu aniversário…

Se você passar por aqui, deixo expresso os meus mais sinceros votos de Felicidades pelo teu aniversário e que, sim, que você tenha e aproveite tudo de bom que a vida tem a te oferecer…

Muitos beijos pra você, em seu coração,
Satika.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Da série: Cartas

Às vezes penso que pode me ver, saber o que ando fazendo, perceber se estou bem ou mal e o quanto mudei desses quase 2 anos pra cá.
Sabe, a Hello Kitty de pelúcia que você me deu num dos 5 dias dos namorados que passamos juntos ainda existe e está dentro do mesmo pacote, juntamente com nosso par de alianças de noivado em sua respectiva caixinha verde com o endereço da joalheria estampada por dentro, com seu óculos escuros Mormaii, também em sua respectiva caixinha preta, com seu par de luvas, com um guia de ruas de Buenos Aires, com cartões trocados em datas comemorativas e fotos, fotos, fotos... Este pacote de lembranças está bem amarrado no fundo do armário, bem escondido, escondido de mim, pois mesmo após esses quase 2 anos de separação, ainda dói em mim ver essas coisas.
Paradoxal eu esconder tudo isso, já que bem à mostra na minha gaveta têm 2 pijamas seus, que eu pedi pra sua mãe quando ela estava se desfazendo das suas coisas. Um é aquele azul claro de velho aposentado e pigarrento com blusa de decote em V com bolsinho. Tsc tsc tsc pra que pijama tem bolso? Deve ser pra guardar um lenço Presidente encardido ganhado da vizinha velha em dia de Natal.
Todas as vezes que olho esse pijama vejo você dentro dele todo descabelado, corado e com a cara amassada abrindo a porta do apartamento 33 B do Edifício Roberto em plenas 14 horas de um sábado nublado dizendo: "Uaaaaaaaaaaaaaaaaah, tava dormindo!"
Tem também aquele outro, aquele que você me emprestava pra eu não aparecer peladona na frente dos seus pais quando eu ia dormir aí sem avisar. Sabe aquele com uma bermuda azul marinho e uma regata branca com um 33 bem grandão estampado na frente? Pois é, é esse! Até hoje não descobri que raio de 33 é aquele e acho que você também não... é o número do seu apartamento estampado no pijama, só isso que sei até hoje.
Eu durmo com seus pijamas vezenquando pra fazer de conta que estou dormindo com você, pra lembrar dos quase 5 anos que passamos juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, pra acreditar que você está em algum lugar ainda que muito distante e que pode me ver e vibrar com as minhas conquistas, e principalmente pra não acreditar de jeito nenhum que você acabou juntamente com as cinzas do seu corpo cremado no Cementerio de la Chacarita enterradas num domingo de Páscoa no Parque das Bicicletas.

Post dedicado a meu noivo, que faleceu em decorrência de um trágico acidente no ano de 2006.
E sim, é verídico, também!

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Da série: Reflexões

Às vezes eu ainda penso no porque você me disse coisas tão lindas irresponsavelmente. Você conseguiu tocar minha alma na sua camada mais profunda, numa parte quase inatingível. O fato é que você jogou palavras ao vento e o vento trouxe aqui no fundo, no fundo, no fundo, no fundo, no fundo...
Consegui te manter em coma profundo por alguns dias e agora vem você querendo ressuscitar... tsc tsc tsc não pode, não posso permitir que você continue doendo em mim, não posso mais sentir desejo de tocar no apartamento 54 todas as vezes que passo em frente ao seu prédio no caminho de volta do meu curso. Não posso, não quero.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Crime premeditado

Ok, você não quer mais ver a minha cara, nem tampouco apalpar a minha bunda flácida. À você não interessa conhecer minhas peculiriadades em suas variadas cores e matizes, provar meu patê de ricota com cereja e menos ainda a minha sopa de beterraba. Tá bom, não terei eternidades ao seu lado, nem mesmo sexo mecânico com hora marcada pra gozar e depois vestir a calcinha-que-estava-no-chão-sujo-com-o fundilho-virado-pra-baixo e ir embora.
Então, em vista da impossibilidade de ter o que quero ou de ter as horinhas medíocres que você me ofereceu até hoje, resolvi te matar.
Vou te sufocar com o meu travesseiro e ainda que você tente afastá-lo com toda a sua força arduamente adquirida com horas de treino exaustivo e prática de dietas, vou resistir até conseguir te deixar sem ar, mas vou fazer aos poucos, vai ser lento, assim como você fez comigo quando me mantinha em banho-maria.
Vou jogar em você todos os meus vidros de perfume francês, meus copos e pratos, o tampo da mesa de jantar, a vidraça da sala, do quarto e da área de serviço, fazer você sangrar e sentir dor, uma dor muito maior do que a que causa em mim essa sua indiferença e esses seus silêncios. Vou deixar você sangrar, sangrar, sangrar, até morrer, morrer dentro de mim...

terça-feira, 29 de julho de 2008

Insanidade

O que eu sinto por você nasce lá no fundo, mas bem no fundo da alma e passa pelo coração, mas infelizmente brota nos olhos em forma de lágrimas.
Cortar o mal pela raíz seria podar grande parte da minha própria alma, uma parte de mim, do meu ser e como já bem disse Caio, seria desperdiçar a minha capacidade de amar...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

"Pick me, choose me, love me"



É uma das frases mais humilhantes e ao mesmo tempo mais lindas que eu já ouvi num seriado. É tudo o que eu queria dizer e não disse. Acho que ainda está em tempo, mas tenho medo. Fiquei covarde depois de tudo. Talvez agora não aceite mais um não como resposta, talvez não, é fato, não aceito mais um não.
Eu te diria: "So pick me, choose me, love me" cause I love you from the bottom of my heart. Dont`t be afraid of me, don`t be afraid of my love...

PS: Sem sombra de dúvidas, este é o post mais imbecil, mais cafona, mais humilhante da Era de Aquário!

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Saudades de você...

Andaram com saudades de mim? (muitos risos).
Estou um pouco atarefada esses dias, mas aí vai um desabafo...
Ando com saudades de ti
Saudades da tua escrita
Saudades de você me relembrando momentos divertidos e libidinosos "all together"...
Saudades desses momentos naquela pracinha...
Vontade de ter um vira-tempo (como no livro do Harry Potter e o Prisioneiro de Azkhaban) ou qualquer coisa que possa me fazer reviver aquele momento contigo...
Querendo ou não,
É por ti que a minha pele se arrepia...
É por ti que minha boca tem sede...
É por ti que arde meu desejo...
Não, não me envergonho de admitir isso...
Não me envergonho de ter um quê de poeta ou de romântica, daquelas bem água com açúcar...
Não me envergonho de revelar que sonho contigo, que espero que pelo menos eu possa ver-te enquanto durmo...
Não me envergonho em assumir que te espero todas as noites e que te desejo...
Enfim, não me envergonho do que sinto por ti...
Mas, porém, contudo, todavia...
Nem sempre temos o que nossos corações mais anseia...
C'est la vie mon chère... C'est la vie...
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Malandragem

Quem sabe eu ainda sou uma garotinha
Esperando o ônibus da escola, sozinha...
Cansada com minhas meias três quartos
Rezando baixo pelos cantos por ser uma menina má...
Quem sabe o príncipe virou um chato
Que vive dando no meu saco
Quem sabe a vida é não sonhar...
Eu só peço a Deus um pouco de malandragem
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou poeta e não aprendi a amar
Bobeira é não viver a realidade
E eu ainda tenho
Uma tarde inteira
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Prá cantar...
Eu só peço a Deus um pouco de malandragem
Pois sou criança e não conheço a verdade
Eu sou poeta e não aprendi a amar
Eu ando nas ruas
Eu troco um cheque
Mudo uma planta de lugar
Dirijo meu carro
Tomo o meu pileque
E ainda tenho tempo
Prá cantar...
Eu só peço a Deus
Um pouco de malandragem
Pois sou criança
E não conheço a verdade
Eu sou poeta
E não aprendi a amar
Eu sou poeta
E não aprendi a amar...
Quem sabe eu ainda sou uma garotinha!
Cássia Eller
Composição: Cazuza / Frejat

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Plantão extraordinário

Ah! Poxa, minha doença estava remitindo até que me deparei com você online no MSN. Caramba! Você tinha me bloquado! Por que desbloqueou agora? Seu babaca! Tinha que me manter bloqueada pra eu não te ver e não recair. Infeliz! Odeio-te amo-te!
Num esforço frenético consegui me manter por 5 minutos sem puxar conversa, mas como sou a mulher mais babaca do planeta, disse um oi tímido e esperançoso. Lógico, você desconectou...
Leitores, xinguem-me! Definitivamente, eu mereço!

"eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes pra abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu Deus como você me dói de vez em quando"
Caio Fernando Abreu

terça-feira, 1 de julho de 2008

É grave!

Nem tenho me lembrado tanto de ti, mas só de dizer que esqueci, já me lembrei.
Sei que não tem cura, doutor, essa doença é crônica, aparece de tempos em tempos, em surtos, causando sintomas que acabam por se remitirem espontaneamente.
Já me acostumei com este grande mal que me acomete, já sei lidar com ele, sei que não devo me assustar, que embora muitas vezes venha como uma avalanche, os sintomas irão embora e tudo voltará às condições normais de temperatura e pressão.
Já não tenho mais qualquer esperança de descoberta de cura, até porque, doutor, a cada vez que te vejo pessoalmente, em fotos, videos ou que te ouço parece que os sintomas se intensificam. Sabe-se lá como foi que adquiri este mal, mas creio não ser a única paciente com este tipo de enfermidade.
Aconselho os leitores que apresentarem os sintomas descritos a seguir a ficarem atentos, pois essa enfermidade como já mencionei anteriormente é crônica e precisa ser seriamente controlada para não levar à loucura. Alguns dos sintomas são: sonhos de caráter erótico com uma mesma pessoa, vontade súbita e incontrolável de ver uma mesma pessoa, entrar em transe apenas de pensar no ser em questão, cometer as maiores loucuras possíveis para estar com o agente causador da enfermidade. Veja como é grave, ao invés do portador fugir do agente causador ele quer cada vez mais estar perto dele.
É, doutor, é grave mesmo, mas sei conviver com isso...
"mas não é no cérebro que acho que tenho o câncer, doutor, é na alma, e isso não aparece em check-up algum"
Caio Fernando Abreu

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Julia, Sabrina, Bianca

Estávamos nus sobre a cama, mas você não queria sexo, queria carinho apenas. Tudo bem, você sabe que o que sinto por você vai muito além do carnal e que o carinho entre nós é um dos meus desejos mais profundos. Entre beijos e carícias começamos a conversar:
Mc Dreamy: - Ah! Já te disse que eu não vou mais namorar!
Lilica: - Mas você namorou nesse tempo que ficamos sem nos falar!
Mc Dreamy: - Namorei nada!
Lilica: - Namorou sim que seu sei. Namorou e não deu certo como sempre...
Mc Dreamy faz cara de coitadinho...
Lilica: - É... você sempre faz as escolhas erradas... Você namora todo mundo, não sei porque não quis tentar comigo...
Olho pro teto vejo uma parede branca. Ao redor, meu guarda-roupas, percebo que estou sozinha na cama... Foi só mais um dos sonhos que tenho com ele... Desejei morrer naquela hora!

PS: Admito, este post ficou Julia, Sabrina, Bianca. Pois é, é a falta de criatividade. Neurônios congelados com essa friaca!

domingo, 22 de junho de 2008

Dói...

Eu já te disse que eu gosto tanto de você que chega dói...

"Não vou fabricar alguém pro seu lugar."

Cedo
Jay Vaquer

terça-feira, 3 de junho de 2008

PENSAR EM VOCÊ

É só pensar em você
Que muda o dia
Minha alegria dá pra ver
Não dá pra esconder
Nem quero pensar se é certo querer
O que vou lhe dizer
Um beijo seu
E eu vou só pensar em você (2x)

Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em vocêVontade de viver mais
Em paz com o mundo e comigo (2x)

Se a chuva cai e o sol não sai
Penso em você
Vontade de viver mais
Em paz com o mundo e consigo (2x)

Interpretado por Daniela Mercury
Composição: Chico Cézar
Pensar em ti evoca em mim várias emoções
Lembranças de instantes mágicos, de risos fáceis
De desejos velados
Sentimentos que guardei só pra mim
Despertam em mim as saudades que sinto de você por inteiro: do teu cheiro, da tua boca na minha, da minha boca na tua pele, das tuas mãos percorrendo meu corpo, meu âmago…
Enfim, SAUDADES DE VOCÊ…
Saudades que ainda ferem, talvez porque eu ainda me lamente por não ter demonstrado todo meu sentimento por ti…
Às vezes me pergunto o que fui pra você, o que faria se descobrisse todo o meu sentimento por ti e que ainda pulsa em meu coração…
Talvez um dia tudo isso se transforme em apenas saudades…
E sorrirei ao me lembrar de você, do teu nome…

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Hoje por um momento tive saudade. A saudade que já não vinha há muito, pois havia se transformado em mágoa. Neste laspo, num impulso mais que adolescente, ocultei o ID do meu celular e liguei no teu. Tudo isso pra ouvir um simples alô esbaforido. Lembrei-me que fazia isso aos 15 anos quando era apaixonada pelo garoto mais combiçado do colégio. Às vezes penso que não mudei nada...
"Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo
O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento
O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata"

Mal Necessário
Intérprete: Ney Matogrosso
Composição: Mauro Kwitko

domingo, 1 de junho de 2008

Refletindo...

"Mas de tudo isso, me ficaram coisas tão boas... Uma lembrança boa de você, uma vontade de cuidar melhor de mim, de ser melhor para mim e para os outros. De não morrer, de não sufocar, de continuar sentindo encantamento por alguma outra pessoa que o futuro trará, porque sempre traz, e então não repetir nenhum comportamento. Ser novo."

Como sempre: Caio Fernando Abreu. Sempre me encontro e te encontro nos dizeres dele.

domingo, 25 de maio de 2008

Paixão desde o primeiro "clic"

Desde que nos conhecemos parece que estou sob o efeito de um encantamento...

Por vários dias fiquei lendo e relendo nossa primeira conversa ao MSN, ou trechos dela, porque também nos falamos por voz… Eu ria e sorria sozinha, relembrando o que senti e imaginei a teu respeito...

Aliás, que voz gostosa você tem… Eu confesso que me apaixonei pela tua voz, pela impressão que tive a seu respeito…

Apesar de termos trocado nossas fotos e de seu constante convite p'ra nos encontrarmos pessoalmente naquela noite, eu não me sentia ainda preparada p'ra alçar um vôo assim tão alto e também de me permitir mais coisas… Por quê? Timidez, insegurança e, por que não dizer, medo que você percebesse minha paixão velada…

Finalmente, num dia muito frio, nos vimos ao vivo… Foi de repente que você fez o convite e eu aceitei a aventura… Estava nervosa… Meu coração batia acelerado…

E na minha imaginação, tudo tinha que estar perfeito, mas a surpresa deixou alguns preparativos de lado…

Aqueles instantes em que passamos juntos foram mágicos e até hoje inesquecíveis…

E depois de todo esse frisson, você sumiu... Lembro-me que os dias sem tua presença foram muito ruins, pareciam dias sempre nublados, se arrastando um após o outro...

Qual não foi minha alegria ao te ver online novamente… Retomamos nossas conversas, ainda que breves…

E novamente quis o acaso que nos distanciássemos, agora por uma falha do comunicador… Porém uma feliz coincidência fez com que retomássemos nosso contato, e então eu soube de você mesmo que você tinha planos de ir para longe de mim, e então eu me entristeci… Aos poucos, fui tentando matar essa paixão, arranjando desculpas, como a distância, diferença de idade, que não havia nada entre nós, a não ser uma amizade colorida, que as ilusões e expectativas foram inventadas por mim, etc...

E no meio de tudo isso, num belo dia, veio você cogitando algo a mais do que um breve encontro… Puxa!!! Você não imagina o quanto fiquei surpresa e feliz, mas ao mesmo tempo, frustrada e triste - por um lado era o que mais queria, porém não mais naquele momento em que havia tentado matar todo o meu sentimento por você… Sim, chorei naquele dia, não sei se de raiva ou tristeza…

Os dias foram se passando e cada um foi seguindo em frente e seu próprio caminho… Eu até tinha me reapaixonado por uma pessoa que nunca vi ao vivo, mas isso é tema pra uma outra "conversa"...

Acho que até fiquei meio fria e distante contigo... Porém, você sempre mexia com meus brios, meu juízo... Não me pergunte por que isso acontecia (e acontece)… É simplesmente assim... Toda a vez...

E sempre que nos reencontramos pessoalmente, tenho a impressão que esse encanto se intensifica... Fico dias lembrando e relembrando... E sempre espero a próxima vez...

Hoje com uma diferença: estou sendo mais eu mesma, estou sendo mais espontânea... Antes, eu queria te agradar a qualquer custo… E de vez em quando, eu seguia uns conselhos de minhas amigas, de me afastar, fazer um certo jogo de charme... Contudo, isso nunca dava certo (risos), porque eu não conseguia sustentar essa farsa, preferindo ser eu mesma e de estar, de alguma maneira, próxima a você e não mais distante…

Você continua sendo figura constante do meu imaginário e devaneios... E agora também dos meus sonhos...

E por mais que me digam que estou errada, “A verdade é que não te amo com meus olhos que descobrem em ti mil defeitos, mas com meu coração, que ama o que os olhos desprezam.” (Shakespeare)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Lilica

Aqui sou Lilica, mas você sabe, eu queria ser Lilica pra você. Queria que você me chamasse assim de manhã, de tarde e de noite, na cozinha, na cama, no telefone. Fui Lilica apenas em mensagens de correio eletrônico. Criei este codinome para que só você me chamasse assim e é verdade que consegui isso algumas vezes, mas não do jeito que eu queria... Tive você, mas não por inteiro. Que lástima! De quantos subterfúgios você tentou se utilizar para adiar um encontro e quando nos encontramos você deu um jeito de fugir quando a semente seca começou a reviver. Que medo é esse que não te deixa chegar perto de mim?
Ai que saudade de você hoje, da sua pele, da sua boca, da sua cama, do seu suor... Ah! Não vou te ligar, não vou te escrever, não devo, sabe-se lá o que você está fazendo agora, em quem está pensando... Deixa tudo isso explodir aqui nesse amontoado de frases desconexas. Chega de dizer pra você, que despreza a minha capacidade de amar, deixa essa novela mexicana chegar ao final. Chega de melodrama!