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quarta-feira, 30 de julho de 2008

Crime premeditado

Ok, você não quer mais ver a minha cara, nem tampouco apalpar a minha bunda flácida. À você não interessa conhecer minhas peculiriadades em suas variadas cores e matizes, provar meu patê de ricota com cereja e menos ainda a minha sopa de beterraba. Tá bom, não terei eternidades ao seu lado, nem mesmo sexo mecânico com hora marcada pra gozar e depois vestir a calcinha-que-estava-no-chão-sujo-com-o fundilho-virado-pra-baixo e ir embora.
Então, em vista da impossibilidade de ter o que quero ou de ter as horinhas medíocres que você me ofereceu até hoje, resolvi te matar.
Vou te sufocar com o meu travesseiro e ainda que você tente afastá-lo com toda a sua força arduamente adquirida com horas de treino exaustivo e prática de dietas, vou resistir até conseguir te deixar sem ar, mas vou fazer aos poucos, vai ser lento, assim como você fez comigo quando me mantinha em banho-maria.
Vou jogar em você todos os meus vidros de perfume francês, meus copos e pratos, o tampo da mesa de jantar, a vidraça da sala, do quarto e da área de serviço, fazer você sangrar e sentir dor, uma dor muito maior do que a que causa em mim essa sua indiferença e esses seus silêncios. Vou deixar você sangrar, sangrar, sangrar, até morrer, morrer dentro de mim...

terça-feira, 1 de julho de 2008

É grave!

Nem tenho me lembrado tanto de ti, mas só de dizer que esqueci, já me lembrei.
Sei que não tem cura, doutor, essa doença é crônica, aparece de tempos em tempos, em surtos, causando sintomas que acabam por se remitirem espontaneamente.
Já me acostumei com este grande mal que me acomete, já sei lidar com ele, sei que não devo me assustar, que embora muitas vezes venha como uma avalanche, os sintomas irão embora e tudo voltará às condições normais de temperatura e pressão.
Já não tenho mais qualquer esperança de descoberta de cura, até porque, doutor, a cada vez que te vejo pessoalmente, em fotos, videos ou que te ouço parece que os sintomas se intensificam. Sabe-se lá como foi que adquiri este mal, mas creio não ser a única paciente com este tipo de enfermidade.
Aconselho os leitores que apresentarem os sintomas descritos a seguir a ficarem atentos, pois essa enfermidade como já mencionei anteriormente é crônica e precisa ser seriamente controlada para não levar à loucura. Alguns dos sintomas são: sonhos de caráter erótico com uma mesma pessoa, vontade súbita e incontrolável de ver uma mesma pessoa, entrar em transe apenas de pensar no ser em questão, cometer as maiores loucuras possíveis para estar com o agente causador da enfermidade. Veja como é grave, ao invés do portador fugir do agente causador ele quer cada vez mais estar perto dele.
É, doutor, é grave mesmo, mas sei conviver com isso...
"mas não é no cérebro que acho que tenho o câncer, doutor, é na alma, e isso não aparece em check-up algum"
Caio Fernando Abreu

sábado, 28 de junho de 2008

Entre tacos e bolas

Cada fantasia, cada devaneio vai me levando a outro… É uma sucessão de imagens… De lugares… Sim, são lugares reais…

Depois de um dia inteiro com muito sol, já quase anoitecendo, voltamos para o hotel, que nessa época está praticamente vazio…

Enquanto caminhamos rumo à recepção, p’ra pegar a chave do quarto, você nota que há um salão de jogos… Você, então, resolve ir àquele lugar, até então inexplorado por nós… Eu te sigo… De mãos dadas…

Ora, o lugar não é nada pequeno, contendo uma mesa de pingue-pongue, duas de pebolim, duas de sinuca e algumas para o carteado, além de alguns sofás p’ra ficar à toa…

Você olha para a mesa de bilhar e sorri pra mim… Um brilho malicioso nos teus olhos…

Eu finjo não perceber… Você me entrega um taco… Eu te digo que não sei jogar… Você responde que vai me ensinar passo a passo…

Você diz para eu me debruçar sobre a mesa… Coloca as mãos sobre a minha e sussurra no meu ouvido pra eu me concentrar nas bolas que quero acertar… Sinto um arrepio ao sentir tua boca próxima ao meu pescoço…

Fecho os olhos enquanto você guia minhas mãos… Você percebe que me distraí totalmente… E aí, sinto você me segurando pela cintura e me colocando sobre a mesa de sinuca…

Beijamo-nos, você entre minhas pernas… Suas mãos deslizando ora em minhas coxas, ora em meus seios… Seus lábios passeando pelo meu pescoço… Meus olhos fechados, intensificando as sensações do seu toque… Minhas mãos escorregando pelas tuas costas, te arranhando…

O tempo parou… Naquele instante é como se não houvesse mais ninguém naquele lugar… Até que o som de passos nos desperta do idílio…

Você me ajuda a descer da mesa, a mais escondida do recinto, e fingimos que você está a me ensinar sinuca…

Inclino-me sobre a mesa novamente, fingindo mirar uma das bolas… Teu corpo colado ao meu, sobre mim… Tuas mãos sobre as minhas, guiando-me… Sinto o teu sexo pulsando atrás de mim… Com uma das mãos, você vai descobrindo uma das minhas pernas, alisando-a… E, ao alcançar meu bumbum, você me aperta, beijando meu pescoço… Quase derrubo o taco, o que chamaria mais a atenção do “staff” do hotel, mas consigo me controlar… Você ri, e continua explorando cada parte de mim… Eu me esforçando ao máximo p’ra manter nosso disfarce, tentando esconder minha excitação…

Você sorri e fala baixinho no meu ouvido o quanto estou excitada, o quanto me quer… Então, você vai se ajoelhando, lambendo minhas pernas, que se estremecem ao toque dos teus lábios…

Não consigo mais me concentrar, pensar em qualquer outra coisa… Eu me abaixo, ficando na sua altura… Beijo-te… Você vai se levantando devagar, e à medida que você vai subindo, minha boca percorre seu corpo…

Você finge ensaiar uma tacada, enquanto meus lábios tocam o teu sexo… Sinto a tua respiração ofegante, ouço teu gemido baixinho, todo o seu prazer em me ver fazendo o que mais gostas…

Nossas mãos se entrelaçam… E você me puxa pra cima… Você me coloca de costas pra você… Sinto teus dedos percorrendo minhas partes íntimas… Sinto o calor do teu corpo junto ao meu… Sinto teu sexo a me penetrar…

Sinto tua boca percorrendo meu pescoço… Sua mão, virando meu rosto e procurando meus lábios… Sinto tuas mãos nos meus seios… Você sente meus mamilos rígidos entre seus dedos, te indicando todo meu prazer em ter-te dentro de mim…

E assim ficamos por vários minutos, ou será que foram horas, nessa deliciosa dança… Até o momento em que o desejo atinge seu clímax, extravasando de forma intensa…

Suas mãos percorrem novamente o meu corpo, apertando-me e você sente meu coração a pulsar… E então, você se deita sobre mim… Sinto seu coração em ritmo acelerado… Nossos lábios se tocam, num delicioso beijo…

Depois de tanto devanear, volto ao meu pequeno quarto… Sentada na frente do computador, ouvindo uma música do Roxette repetidas vezes, que não me atrevo a revelar… O primeiro pensamento que me vem é “Será que haverá algum dia em que desses devaneios se concretizarão? Será que algum dia um deles sairá da minha mente e/ou dos meus sonhos?”
Porque...
Apetece-me...
... ver a tua mão no teu sexo...
... deliciar-me na tua língua...
... sentir as tuas mãos no meu sexo...
... os teus lábios molhados na minha pele...
... o meu sexo crescer na tua boca...
... o teu sexo na minha língua...
... as tuas pernas entrelaçadas nas minhas...
... o teu orgasmo envolto em mim...
Trecho em itálico assinado por Pirata e extraído de http://sereia_pirata.blogs.sapo.pt/6445.html?view=4909#t4909

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A LUA SOUBE

E as fantasias continuam…


Depois de um delicioso café da manhã, fomos à praia, aproveitar o dia ensolarado que fazia lá fora…

Durante a parte da manhã, ficamos na praia maior… Ora nadamos, ora fico no sol, observando-te…

Ficamos nessa vida boa e preguiçosa até a hora do almoço, saboreamos os peixes fritos dos quiosques ao redor…

Já no meio da tarde, caminhamos de mãos dadas pela praia, sentindo o calor do sol… Passamos pelo longo corredor que dá acesso a uma praia menor, onde estamos hospedados… Trocamos os olhares com um sorriso maroto nos rostos… Mil idéias aflorando… Será que pensamos a mesma coisa?

Sabemos que a essa hora do dia, a prainha está mais deserta ainda, pois as pessoas que a visitam, geralmente tomam seu banho de mar durante a manhã já que não há nenhum quiosque, além do que a maioria das casas está vazia, é a baixa temporada…

Andamos até a metade da areia, onde colocamos nossos pertences… Corremos p’ra água, como duas crianças, ansiosas pela água do mar…

Jogamos água um no outro, até que você se aproxima me abraçando e me levando para o fundo… Não, não tenho medo… Confio nos teus braços, me segurando…

Mergulhamos, molhando nossas cabeças… Nos beijamos, agora um beijo salgado… Nado mais para o fundo e você vem logo atrás… Logo que me alcança, tu me agarras com firmeza, como eu gosto…

Tuas mãos passeando pelo meu corpo… Nossos lábios se encontram novamente… Apesar da água estar fresca, uma onda de calor me invade ao sentir teu corpo tão mais próximo ao meu…

Retribuo mais um beijo teu, tentando transmitir a você todo o ardor que sinto quando estamos tão próximos…

Sei que você percebe… Eu te provoco… Você me provoca… Nossos corpos já em chamas…

Saímos da água, nos deitamos na canga estendida… Rolando na areia branca.

A tarde vai caindo… O Sol ficando cada vez mais dourado, desaparecendo no horizonte para dar lugar à lua prateada, Lua dos desejos secretos, das fantasias somente escritas, apenas na minha mente…

quinta-feira, 5 de junho de 2008

O sonho ou o devaneio?

Tem hora que o desejo se mistura ao devaneio e o devaneio ao sonho…

Um dia lá na praia eu sonhei contigo. Como gostei de ter te encontrando em meus sonhos!!!

É época de baixa temporada… O local é bem afastado da cidade… A Serra do Mar ao nosso redor… A maioria das praias desertas… O hotel praticamente vazio, só para nós…

Os primeiros raios de sol tentam adentrar pelas frestas da janela quarto, eu abro meus olhos lentamente e sinto teu corpo colado ao meu…

Eu sorrio, beijando sua mão… Você a entrelaça na minha, teus lábios já percorrendo meu pescoço. Fecho meus olhos…

Tateio minhas mãos sobre o teu corpo, ouvindo sua respiração mais ofegante, teus gemidos no meu ouvido…

Minha pele se arrepia totalmente… Suas mãos me apertando ainda mais… Teu corpo totalmente acordado…

Não resistindo mais, sou colocada sobre você e recebo teus beijos… Você sorri pra mim e eu retribuo… Tua boca tocando meu pescoço, um dos meus pontos fracos…

Então, meus lábios começam a percorrer o teu corpo… Teus lábios, queixo, pescoço… Descendo para o seu tórax, abdômen… Até a região da tua virilha, tocando no teu ponto mais erógeno…

Sinto tuas mãos apertando-me ainda mais, vestígios da tua excitação… Você se senta na cama para observa-me com mais detalhes…

Como em todas as vezes, peço pra você descrever a sensação que tens ao ver tal cena… E como sempre, as palavras te fogem…

Hummm…

Momento sem palavras, de apenas gemidos… Dois corpos fundindo-se em um… Sensação de intenso êxtase, entrega plena…

E quando chega o clímax, os corações pulsam acelerados… Uma preguiça deliciosa… Sorrisos no rosto… Beijos carinhosos…

Talvez o sonho tenha sido diferente, mas quem disse que a realidade é boa? Prefiro meus devaneios!!!
Não é uma fantasia exótica, eu sei, mas é a minha…

“E quem um dia irá dizer
Que existe razão
Nas coisas feitas pelo coração?
E quem irá dizer
Que não existe razão...?”
(Legiao Urbana – Eduardo e Monica)

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Sua mensagem foi enviada COM SUCESSO!

Certa feita, "alguém" resolveu me cutucar com vara curta e me escreveu um e-mail erótico pensando que seria rechaçado na resposta. Ledo engano, não só respondi a altura como tempos depois consegui descobrir que a vara do ser supra citado não é curta coisíssima nenhuma. Se o e-mail dele foi uma tentativa de me fazer desistir, o tiro saiu pela culatra. Isto serve de lição, não mexa comigo, pois pago pra ver e vou até o fim. Tá, o que eu sentia pelo cara era uma espécie de amor, mas a vida é assim, cada um dá o que pode e se ele só podia me oferecer uma noite de sexo porque não aceitar? Até por que ele é GOSTOSO!!!! É, assim em caixa alta mesmo!
Confira abaixo a resposta que lhe foi enviada com sucesso. E que sucesso, hein?


Você já me teve diversas vezes, não na minha fantasia, mas no meu desejo. Já puxou meu cabelos com força enquanto me beijava vestido de médico no repouso do hospital. Já me teve também no capô do carro, na sua moto numa noite de verão e o calor dos nossos corpos aumentando ainda mais o calor. Sobre a mesa do seu consultório chegamos a derrubar objetos de tanta euforia... Já estivemos juntos até em plena Avenida Paulista completamente nus numa noite de chuva, o mundo havia parado e só havia nós dois nos amando de todas as formas. Já mordi tanto seus lábios que até já perdi as contas. Você já me apertou com seus braços fortes e me fez estremecer um sem número de vezes.
Derramei champagne pelo teu corpo nu e a bebi com gosto de você, senti o cheiro da tua pele misturado ao adocicado da bebida... Estiveste em mim tantas vezes que até já me esqueci quantas foram. Nas minhas noites de insônia tive você na minha cama, na sua, senti sua língua passeando pela minha pele arrepiada totalmente entregue, senti seus beijos em todas as minhas vértebras... Nas janelas entre pacientes você me possuiu alucinadamente no meu divã e terminou com gemidos no meu ouvido.
Até dancei pra você a dança do ventre e a famosa dança do poste. Depois, atirei-me em seus braços e nos tivemos loucamente até estarmos exaustos...
Podemos fazer isso de maneira muito intensa sabendo que será a primeira e a última vez. Sim, farei isso com você ainda que eu saiba que será em troca de absolutamente nada!
Te desejo MUITO, MUITO, MUITO, MUITO...


Mexer nisso tudo, de certa forma, ainda dói. Esta devoção que tenho me irrita e o seu silêncio ainda faz sangrar as cicatrizes que ainda não fecharam por inteiro. Pedi que não me deixasse no vácuo, embora não tenham havido promessas de uma próxima vez, um "oizinho" de vez em quando não faz mal a ninguém. Só queria saber onde foi que você arrumou esse chá de sumiço concentrado master que você tomou...

É inevitável citar Caio Fernando de Abreu aqui: "O cheiro do teu corpo persiste no meu durante dias. Não tomo banho. Guardo, preservo, cheiro o cheiro do teu cheiro grudado no meu. E basta fechar os olhos para naufragar outra vez e cada vez mais fundo na tua boca. Abismos, marinhos, sargaços."